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Análise: Vasco sucumbe a roteiro repetido e não pode usar finalizações como desculpa por derrota

Análise: Vasco sucumbe a roteiro repetido e não pode usar finalizações como desculpa por derrota

Vasco 0 x 1 Bahia | Melhores momentos | 3ª rodada | Brasileirão 2026
Parece a repercussão de um jogo anterior do Vasco em 2026, mas o time novamente criou muito no ataque, teve diferentes alternativas para ferir o adversário e, com a defesa cometendo erros crassos, foi derrotado. Dessa vez, o revés foi por 1 a 0 para o Bahia, em São Januário, na última quarta-feira, em jogo da 3ª rodada do Brasileirão.
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O roteiro repetido é a cara do trabalho de Fernando Diniz nas últimas semanas. O 2026, até agora, tem cara de 2025 — e, até agora, isso não é dito como um elogio.
A criação de chances em atacado é algo positivo. Andrés Gómez confirma, jogo após jogo, que é peça intocável no time titular. Dos pés do colombiano saíram praticamente todas as jogadas perigosas do Vasco. O camisa 11 criou, ao menos, três oportunidades reais de gol.
Oportunidade atrás de oportunidade. O Vasco assustou em jogadas em toques curtos, ultrapassagens e bolas levantadas na área.
Se tudo se repetiu no ataque, o fator foi o mesmo na defesa. Em escanteio, todos os atletas vascaínos marcaram para dentro da área e deixaram a sobra livre para Luciano Juba receber cruzamento limpo de Everton Ribeiro e abrir o placar. Um erro infantil que definiu o jogo.
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André Durão
— A gente perdeu o Rayan, que era um jogador que precisava de poucas oportunidades para chutar e fazer gol de dentro e fora da área, cabeceio. Com o volume que a gente tem criado, é questão de tempo para a bola começar a entrar. Não é normal a gente não converter em gol. Ano passado, a gente teve uma taxa de conversão alta. Era um time que fazia muito gol e tomava muito gol. Mas, este ano, a gente não está tomando muito gol e tem cedido pouca chance ao adversário – defendeu o técnico.
Mas nem sempre quantidade diz respeito a qualidade. O Vasco empurrou o Bahia, sufocou o adversário, mas por vezes as chances criadas eram controladas com facilidade. Diante de uma defesa bem postada, o time abusou dos cruzamentos, quase sempre controlados pela dupla de zagueiros contra Brenner, um atacante que não tem o jogo pelo alto como forte.
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Quando Diniz colocou Spinelli, um atleta com característica aérea, o técnico tirou Lucas Piton, principal expoente de cruzamentos, do lado esquerdo, para improvisar Puma Rodríguez no flanco oposto. O time, claro, perdeu força pelo alto e caiu em qualidade com as alterações.
Está claro que o time de Fernando Diniz cria chances para assustar os adversários, mas os resultados positivos não chegam. O Vasco tem um ponto conquistado após três rodadas de Brasileirão — claro, ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de prognóstico.
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A questão vai além de qualquer número de criação de chances, finalizações ou justiça se o time merecia maior sorte: quando toda a produção será traduzida em vitórias?
O Vasco volta a campo no sábado para enfrentar o Volta Redonda, em São Januário, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.
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