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Análise: Vojvoda ganha fôlego com vitória suada, mas Santos ainda está devendo um bom futebol

Análise: Vojvoda ganha fôlego com vitória suada, mas Santos ainda está devendo um bom futebol

Noroeste 1 x 2 Santos | Melhores Momentos | 7ª rodada | Campeonato Paulista
O técnico Juan Pablo Vojvoda ganhou fôlego no comando do Santos com a vitória sobre o Noroeste por 2 a 1, no último domingo, no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.
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Apesar de conseguir o resultado, que era de fato o mais importante neste momento, o Peixe ainda segue devendo, e muito, no campo. Mesmo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, a equipe não conseguiu controlar a partida e tomou sufoco do adversário no fim da partida.
Com a vitória, o Santos manteve viva a chance de classificação às quartas de final, além de afastar o risco de rebaixamento no estadual. A equipe está à frente de Primavera e Noroeste, que irão se enfrentar na última rodada da competição.
Da partida de domingo, Juan Pablo Vojvoda teve algumas boas notícias. Mas, também, dores de cabeça que preocupam, há muito tempo, o torcedor do Peixe.
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Jogadores do Santos comemoram gol contra o Noroeste
Raul Baretta/SantosFC
No lado positivo, o treinador conseguiu boas respostas de atletas que não vinham sendo muito utilizados pelo treinador, principalmente Gabriel Bontempo. O jovem teve a missão de substituir Zé Rafael e teve atuação destacada, em especial no primeiro tempo.
É ele, por sinal, que inicia a jogada do segundo gol do Peixe, marcado por Rony, ao dar um bom lançamento para Igor Vinícius. Se tiver mais oportunidades, a tendência é de crescimento.
Vojvoda costuma colocar Bontempo apenas por 10 minutos ou menos nos jogos. É difícil para o Menino da Vila conseguir demonstrar o seu potencial tendo tão pouco tempo em campo.
O outro destaque é Miguelito. O treinador abriu mão de atuar num 4-2-4 quando ia ao ataque. Em um 4-3-3, com Rony e Barreal abertos, coube ao boliviano a função de meia armador. Jogando centralizado, ele foi bem.
Tanto que é Miguelito quem encontra Escobar sozinho na esquerda para finalizar e abrir o placar com poucos minutos de jogo. O jogo flui mais quando a bola passa pelos pés do outro Menino da Vila. Na segunda etapa, com Rollheiser, o jovem passou a cair mais pelo lado esquerdo do ataque, e a participação dele ficou limitada.
Contudo, é um jogador que traz dinamismo. Se Vojvoda quer que essa bola circule com velocidade, com jogadores que toquem e se movimentem, que quebrem linhas e espacem o campo, Miguelito precisa ter um espaço nesse time.
Rony comemora gol do Santos contra Noroeste
Raul Baretta/Santos
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No lado negativo, a partida contra o Noroeste traz à tona dois pontos coletivos preocupantes e que o torcedor santista está cansado de observar jogo após jogo.
O primeiro é a falta de efetividade para o Peixe matar os jogos. O Santos gosta de deixar o adversário vivo em campo. Parece que a qualquer momento a equipe irá deixar a vitória escapar como já ocorreu contra Guarani, Chapecoense e São Paulo neste ano.
Mesmo atuando 45 minutos com um jogador a mais, a equipe não conseguiu marcar o terceiro gol, o que daria tranquilidade ao time. Mais do que isso, não fez o goleiro adversário trabalhar. A bola circulou ao redor da área, de ponta a ponta do campo, sem que alguém finalizasse.
O Santos teve um falso controle da partida. Teve a bola, mas sem transformar isso em vantagem. O poder de definição precisa ser aprimorado se a equipe quiser sonhar com coisas melhores no ano.
Gabriel Bontempo Igor Vinícius gol Santos Noroeste
Raul Baretta/Santos
O outro ponto negativo vem na esteira da falta de efetividade. Sem matar a partida, o Santos se lança ao ataque e, claro, permite o contra-ataque ao adversário. Muitas vezes, essas jogadas são paralisadas com faltas. E, aí, reside o tormento do torcedor.
Toda bola parada é uma nova oportunidade para o adversário jogar na área do Peixe. O Noroeste abusou disso e, só não teve melhor sorte, por falta de capricho. O Santos sofreu no fim da partida e ficou bem perto de ver a vitória se tornar empate.
O time vai muito mal nas jogadas aéreas de maneira geral. No ano passado, os jogadores tinham uma marcação mais individualizada de cada atleta adversário nesse tipo de lance. Nessa temporada, a equipe adotou um modelo mais posicional, por zona. E nenhuma das tentativas dá certo.
O gol no Noroeste já ocorreu em outros momentos na temporada. Uma bola jogada na área para que Barreal tenha que disputar no alto e no corpo contra atletas maiores e mais fortes fisicamente. É um duelo que nasce com um vencedor e um perdedor, mas que segue ocorrendo.
Além disso, o sistema defensivo do Santos tem sido incapaz de vencer os confrontos por cima, sejam meias, volantes, laterais ou zagueiros. Contra o São Paulo, por exemplo, o Peixe perdeu quatro divididas pelo alto seguidas até a finalização de Luciano para o gol.
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No jogo contra o Noroeste, a bola lançada na área indo na direção do gol, esperando somente alguém para desviar, foi recorrente. E, muitas vezes, a equipe do interior paulista quase conseguiu.
Vojvoda precisa corrigir esses pontos urgentemente. Principalmente a efetividade da equipe. O Santos de 2010, por exemplo, não era um primor defensivo, mas era efetivo na frente.
A defesa do Peixe é o ponto frágil do elenco. Se você não consegue impedir de sofrer os gols. É preciso, então, que você faça mais gols que o adversário.
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