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Anselmi completa cinco jogos no Botafogo com traços promissores e desafios; veja análise

Anselmi completa cinco jogos no Botafogo com traços promissores e desafios; veja análise

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Contratado no fim de 2025, o técnico Martín Anselmi completou seu quinto jogo à frente do Botafogo na última quarta-feira. Apesar da derrota por 5 a 3 para o Grêmio, em noite marcada por erros individuais do elenco, o trabalho começa a mostrar suas primeiras marcas dentro de campo —com improvisações e medidas que refletem a instabilidade do clube fora dele.
O ge convidou os comentaristas Alexandre Lozetti e Belle Suarez para uma análise das primeiras exibições do Botafogo de Martín Anselmi. Na opinião de Lozetti, uma mistura entre posse de bola e jogo direto marcam o trabalho até aqui, além da adesão do elenco às ideias do treinador argentino.
— O início de Martín Anselmi no Botafogo tem traços marcantes e permite que seus gostos e ideias sejam facilmente compreendidos. A equipe deseja ter posse de bola, mas faz muito uso de um jogo mais direto, de transições velozes. O argentino também abusa da versatilidade do elenco, inclusive criando novas funções e posições para diversos jogadores. A desenvoltura do Botafogo, embora ainda irregular, o que é absolutamente natural, faz imaginar que o elenco está disposto a evoluir dentro da filosofia de Anselmi. O popular “compraram a ideia”. O desafio será preservar essa disposição depois de revezes como os cinco gols sofridos contra o Grêmio — disse Lozetti, acrescentando:
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Martín Anselmi em Grêmio x Botafogo
Maxi Franzoi/AGIF
— O futebol brasileiro não oferece a paciência necessária para uma evolução adequada, ainda mais num clube de bastidores efervescentes como o Botafogo. Isso atinge o treinador, é claro. A falta de opções em vários setores do time, em especial a zaga, também precisa ser apontada como motivo da fragilidade defensiva do último jogo. Ainda assim, sete gols marcados em duas rodadas e a evolução de protagonistas como Danilo dão o recado: vale a pena oferecer a Anselmi as condições ideais para a criação de um novo Botafogo.
Belle, por sua vez, destacou a falta de material humano à disposição, tópico que o próprio técnico do Botafogo tem citado em entrevistas coletivas. Com reforços pendentes de inscrição devido ao transfer ban, Anselmi tem recorrido a improvisações: na linha de três zagueiros com Ponte, Newton e Marçal ou Barboza, apenas este último é zagueiro de ofício.
— O Anselmi dá indícios de que pode fazer um trabalho muito legal dentro do Botafogo, mas para fazer essa análise precisamos de dois fatores sendo levados em consideração. O primeiro, que é extremamente importante, é o momento embrionário dessa temporada: estamos começando mais cedo, ele chegou há pouco tempo, e naturalmente as situações de jogo ainda vão passar por um refino. O segundo ponto, não menos importante, é o transfer ban que o Botafogo sofreu. (…) Quando você vai usar três zagueiros, três jogadores nesse setor defensivo, para liberá-los, você precisa de jogadores de mais marcação, mais noção de posicionamento. Com mais leitura de jogo, uma boa saída de bola, fisicamente mais imponentes. Não é o caso dos atletas que o Anselmi vem utilizando.
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Martín Anselmi em Grêmio x Botafogo
Maxi Franzoi/AGIF
Em cinco jogos, foram três vitórias e duas derrotas — diante do Fluminense e do Grêmio — até aqui. O triunfo mais expressivo foi na estreia do Brasileirão, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro.
Há ainda um aspecto burocrático e de planejamento esportivo que pode afetar o andamento do trabalho: as possíveis vendas e chegadas de atletas. Na opinião de Belle Suarez, a rotatividade vista na era SAF pode fazer com que Anselmi tenha que se reinventar antes do esperado.
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— É um trabalho interessante que vem começando. Vai depender muito também do que o John Textor pretende para esse Botafogo. No ano passado, foi um time que mudou muito no decorrer do ano, teve quatro treinadores. É um time que compra e vende jogadores numa rapidez absurda. Quando a gente acha que a equipe do Botafogo vai engatar, que o trabalho está realmente começando a dar frutos, o Botafogo se desfaz de peças importantes para aquele funcionamento. É bem verdade que repõe rapidamente essas peças, mas a cada seis meses o Botafogo parece viver um começo de ciclo. É importante a gente ficar de olho também nesse rompimento constante do próprio plantel do Botafogo para que esse trabalho seja duradouro, perene e, principalmente, frutífero — completou.
O Botafogo volta a campo neste domingo, às 18h (horário de Brasília), para enfrentar o Vasco. A partida é válida pela sexta e última rodada da Taça Guanabara, do Campeonato Carioca. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso do time é na quinta-feira, 12 de fevereiro, contra o rival Fluminense.
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