Bruna Moura estreia no esqui cross-country após grave acidente e se emociona: “É inacreditável”
Bruna Moura fala sobre prova do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno
Foi impossível não se emocionar com Bruna Moura após a descida no esqui cross-country. Depois de sofrer um grave acidente de carro a caminho dos Jogos de Inverno de 2022, a brasileira precisou reaprender a andar para voltar a sonhar com as Olimpíadas. Nesta terça-feira, Bruna finalmente estreou e, apesar de não ter se classificado para as quartas, fez a prova de sua vida. O grito na linha de chegada já disse tudo: ela finalmente “é uma atleta olímpica”, como a mesma disse.
+ Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva se despedem no sprint do esqui cross-country
+ Câmera mostra visão de atletas do esqui alpino em descida a 150 km/h; assista
Bruna Moura estreia no esqui cross-country
Gabriel Heusi/COB
— O grito da minha chegada já descreve. É um grito da alma. É inacreditável depois de tudo o que aconteceu. Eu finalmente posso dizer que sou uma atleta olímpica. Estou muito feliz. Sei que não fui a melhor brasileira, parabéns para a Duda, mas sinceramente não importa. Desculpa que não consegui colocar o Brasil no topo como eu gostaria, mas essa prova foi a prova da minha vida. Esperei tanto, lutei tanto por isso. Estou muito feliz mesmo — disse Bruna, emocionada, após a prova.
Em janeiro de 2022, Bruna havia acabado ser convocada pela primeira vez para os Jogos de Pequim quando tudo começou a desmoronar. Primeiro, um teste positivo para Covid-19, que a colocou em quarentena rígida na Áustria e adiou a viagem. Com a passagem remarcada, ela teve que se deslocar até o aeroporto dias depois para iniciar o protocolo de testes, mas sofreu o acidente no caminho. O motorista não resistiu.
+ Veja o quadro de medalhas das Olimpíadas de Inverno
Bruna Moura competindo na prova de sprint do cross-country
Gabriel Heusi/COB
Eduarda Ribera precisou ser convocada às pressas e, mesmo com sérias lesões e com o psicológico abalado, Bruna decidiu que estaria nas próximas Olimpíadas. Ela chegou a ficar dois meses sem conseguir andar, precisando passar por um ano e meio de fisioterapia para voltar a sonhar com os Jogos. Com sequelas no pé esquerdo, o retorno ao alto rendimento exigiu adaptações, reformulando o treinamento, mudando cargas, ajustando técnicas e encontrando novas formas de competir em igualdade. Nesta terça-feira, deu tudo certo.
— Sou uma atleta olímpica. O que aconteceu? (risos). Por mais que tenha sido tão difícil, isso aqui é real. Estou vivendo um sonho de verdade. Quando cruzei a linha de chegada, foi como um encerramento de uma jornada muito difícil, mas que chegou ao fim. Ainda tenho mais duas provas, mas essa aqui já foi a principal prova da minha carreira — completou.
+ Siga o canal de esportes olímpicos do ge no WhatsApp!
Manex Silva fala sobre prova do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno
Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva disputaram a fase classificatória do sprint livre do esqui cross-country, mas foram eliminados. As brasileiras disputaram o percurso de 1,5 km, mas não conseguiram terminar entre as 30 mais rápidas para avançar às quartas de final. Ribera foi a melhor sul-americana na 73ª posição, com o tempo de 4min17s05, enquanto Bruna Moura terminou em 76º lugar, com 4min22s07.
Com o tempo de 3min25s48, Manex ficou em 48º lugar no individual masculino. Apesar da desclassificação, ele fez o melhor resultado de um brasileiro na prova até o momento. geRead More


