Canoísta de Santos vai remar por mais de 24 horas em mar aberto
Entusiastas da Canoa Havaiana realizam desafio emocionante
A ultramaratonista de canoa havaiana Alexandra Pozte vai encarar, nesta sexta-feira (27), o maior desafio individual da carreira. A atleta santista pretende remar por mais de 24 horas sem pausas, com trechos em mar aberto e ondulação.
A largada será em frente ao Clube de Regatas Vasco da Gama, na Ponta da Praia, em Santos. Acompanhada por um barco de apoio, ela fará apenas rápidas paradas, sem descer da canoa, para se alimentar.
Por conta da dificuldade do desafio, “Japa”, como é conhecida na canoagem, além da preparação física, tem trabalhado em conjunto com uma oceanógrafa para estudar marés e correntezas e traçar a melhor estratégia.
– Quero me desafiar a remar por mais de 24 horas seguidas, sem revezamento ou parada, apenas ficando ao lado do barco de apoio para a hidratação e suplementação. Levando meu corpo ao limite e testando minha mente – revela.
Alexandra Pozte vai remar por mais de 24 horas em mar aberto
Arquivo pessoal
Aos 52 anos, Alexandra sempre praticou esportes, sobretudo a natação. Conheceu a canoa havaiana há cerca de oito anos, por meio de uma amiga. Durante cinco anos competiu por equipes e, nos últimos três, passou a se dedicar às provas individuais de longa distância.
Com experiências na modalidade, a santista já disputou provas longas como a travessia Salvador–Morro de São Paulo, com 60 km, e a Volta à Ilha de Itaparica, com 90 km, ambas na Bahia. A preparação tem exigido bastante da atleta.
– Os treinos foram bem intensos, com privação de sono, bem puxados. Eu sempre digo que, se consigo passar pela maratona dos treinos semanais, o desafio será fácil – disse Alexandra.
Grande desafio
A prova mais dura da carreira aconteceu justamente na Volta à Ilha de Itaparica, em dezembro de 2024, quando remou 90 km sozinha por mais de 13 horas.
– Peguei todas as condições de mar e tempo. A canoa atolou, tive que carregá-la por um tempo no meio da prova. Depois entrou um vento lateral muito forte, com muita ondulação. Um trecho de quase 10 km fiz em mais de duas horas remando de lateral. Foi sofrido, chorei muito de dor e câimbra, mas desistir não fazia parte do meu propósito – recorda.
Agora em casa, a santista busca realizar o maior desafio da carreira.
– O que mais me motiva, é conseguir conciliar os treinos com meu trabalho e minha vida pessoal. Sou movida a desafios e me auto desafiar me fascina – completa.
Alexandra fará apenas rápidas paradas, sem descer da canoa, para se alimentar.
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