Ceni explica escolha por atacante de 17 anos nos pênaltis e admite momento mais difícil no Bahia
Bahia 2 (3) X (4) 1 O’Higgins | Pênaltis | Conmebol Libertadores 2026
O Bahia frustrou o seu torcedor ao cair nos pênaltis para o O’Higgins após vitória no tempo normal, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira. Willian José marcou duas vezes, mas Castillo diminuiu para os chilenos. Nas penalidades, Everton Ribeiro e Dell desperdiçaram as cobranças [assista acima].
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Veja quem chega e quem sai do Tricolor em 2026
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni garantiu que a equipe buscava o terceiro gol para ter tranquilidade na partida. Contudo, o Esquadrão viu Castillo balançar as redes e levar a disputa para os pênaltis.
– Sabíamos que precisávamos fazer o terceiro [gol]. Cuidar dos tumultos, cartões amarelos, tínhamos que nos manter com 11. Acontece, infelizmente tomamos o gol. A gente cria bastante e pagamos caro porque não fazemos o gol.
Rogério Ceni após eliminação do Bahia da Libertadores
Letícia Martins/EC Bahia
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O treinador também justificou a escolha por Dell para cobrar o terceiro pênalti. O Bahia tinha vantagem após Ronaldo defender uma cobrança do time chileno, mas o garoto de 17 anos errou a batida.
– Nestor bateu o quarto, não poderia cobrar duas vezes. Dell no treino foi bem, bateu na seleção brasileira. O erro que iniciou o gol [do O’Higgins], foi do Ademir, lance fácil, mas não adianta condenar. Dell vem jogando, entrou hoje com o Everaldo. Vejo os pênaltis, ele bate melhor. Ele bate melhor que os homens de defesa. Estava entre ele e o Kike, que também é jovem, e o aproveitamento do Dell foi melhor, ele quis bater – explicou Rogério.
“Oportunidade é dada, é um garoto, mas já bateu em outras situações. Everton perdeu também. Só perde quem assume a responsabilidade”.
Everton Ribeiro contra o O’Higgins pela Libertadores
Letícia Martins/EC Bahia
Prejuízo gigantesco
Com a eliminação, o Bahia não tem mais competições internacionais a disputar em 2026. Agora, o Tricolor tem a semifinal do Campeonato Baiano, contra o Juazeirense, às 17h (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
Gigantesco. Prejuízo não ter calendário internacional, nem mesmo a Sul-Americana. Vai demorar para reverter. A vida da gente é essa, mobilizar, motivar. Temos uma semifinal no sábado, esperamos estar na final do estadual, retomar no Brasileiro”.
Restam também Brasileirão e Copa do Brasil, uma vez que o time azul, vermelho e branco não vai disputar a Copa do Nordeste por causa da disputa da Libertadores.
– Num lance bobo você acaba jogando tudo fora. Psicologicamente é muito difícil reverter de forma imediata. Peso gigantesco que a gente carrega para a sequência do ano, do Baiano e Brasileiro. Momento mais desfavorável que enfrentamos. Em 2023 teve a briga de rebaixamento, mas fora isso é o momento psicologicamente mais difícil para a gente – completou o treinador.
Confira trechos da entrevista coletiva de Ceni
Sanabria
– Tentamos colocar dois homens de área, trazer Kike pela direita, tem jogado mais ali. Juba dando amplitude pelo lado para vencer o jogo. Construção a três, dois no meio. Criamos bastante, muitas bolas passando em frente ao gol, primeiro tempo em especial. Criamos uma condição boa, fizemos o 2 a 0 e infelizmente perdemos uma bola que propiciou o gol adversário. Pulga fez muita jogada de um contra um e cruzou, mas não fechamos bem para fazer o gol no tempo normal.
Por que 2026 diferente, planejamento não adiantou?
– Mudança de característica de time. Time mais técnico ano passado, tocava muito e tinha pouca agressividade. Time parecido, saída de alguns, chegadas de outros. Não temos um jogo tão vistoso como foi, mas é mais aguerrido, vem tendo resultado. Primeiro tempo dava indícios que a gente venceria com o placar que necessitava. O’Higgins chutou uma bola, Ronaldo não fez uma defesa. Um gol sofrido fez a gente cair emocionalmente. Começa a se desesperar, tempo vai passando. No final estávamos cedendo contra-ataques. Tínhamos o controle, perdemos em bola que era nossa. Esse erro custou bastante, é aonde todos querem por si só resolver e se perde a bola muito fácil.
Eliminação
– Depois de uma derrota a gente não está satisfeito com nada. A gente vem aqui por respeito a vocês, que cobriram o jogo. A não ser quem não se importa, hoje não tem nada que seja satisfatório, só o tempo que pode trazer coisas boas. Não vai ser da noite para o dia que vamos mudar o sentimento de hoje.
Apenas duas grandes competições, pressão
– Viver dia após dia, ter resultados, força mental, estar focados. O trabalho todo em 90 minutos muda o planejamento que se tinha para o ano. Esse ano vínhamos bem, perdemos esse único jogo, vencendo nove, três de Brasileiro. Não tem melhor começo com gol em menos de um minuto. Estádio veio com o time, fizemos o segundo, mas o gol sofrido culminou. Saímos até na frente nos pênaltis com a defesa do Ronaldo, mas não conseguimos o resultado.
Dois atacantes na área, duas maneiras de jogar
– Hoje eles faziam marcação individual no meio. González acompanhou o Juba o tempo todo. Gabriel livre, não é o melhor jogador na construção, mas era o cara que podia marcar o jogador deles pelo alto. Abrir o campo com os ataques pelos lados, deu certo, fizemos 2 a 0, mas um lance de má sorte ou tomada de decisão ruim muda o aspecto mental do time. Time até criou, muitos cruzamentos, mas acho que a parte mental fica um pouco afetada. É um baque sofrer o gol do 2 a 1. Tem que ter mais maturidade para enfrentar esses momentos. Não ficar desesperado e organizar como fez no primeiro tempo. geRead More


