Chefe de gabinete do Reino Unido renuncia após indicação de Peter Mandelson, ligado ao caso Epstein
Morgan McSweeney, chefe de gabinete do premiê britânico, Keir Starmer, renunciou ao cargo neste domingo.
Chris J. Ratcliffe/Reuters
O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Morgan McSweeney, renunciou ao cargo neste domingo (8), em meio à crescente pressão sobre o premiê devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.
Em comunicado, McSweeney assumiu a responsabilidade por aconselhar Starmer a nomear Mandelson, de 72 anos, para o cargo diplomático mais importante da Grã-Bretanha em 2024. Mandelson está envolvido no escândalo gerado pela divulgação dos arquivos do bilionário americano Jeffrey Epstein.
“A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”, disse McSweeney em comunicado. “Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho.”
Starmer enfrenta o que é amplamente considerado a crise mais grave de seus 18 meses no poder, com questionamentos sobre seu discernimento após a publicação de documentos dos arquivos de Epstein sugerirem que Mandelson enviou informações confidenciais do mercado ao criminoso sexual condenado quando era secretário de Negócios do governo britânico.
Veja os vídeos em alta no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
McSweeney, que era protegido e amigo de Mandelson, foi acusado por alguns parlamentares trabalhistas e por seus oponentes políticos de não ter garantido que fossem feitas verificações de antecedentes adequadas quando a nomeação ocorreu.
O governo de Starmer prometeu divulgar seus próprios e‑mails e outros documentos relacionados à nomeação de Mandelson, que, segundo ele, demonstrarão que Mandelson enganou as autoridades.
O premiê passou a última semana defendendo McSweeney, uma estratégia que pode levantar ainda mais questionamentos. Em comunicado divulgado neste domingo, Starmer disse que foi “uma honra” trabalhar com McSweeney.
A saída de McSweeney lança dúvidas sobre o futuro do governo britânico, menos de dois anos depois de o Partido Trabalhista ter conquistado uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna do país.g1 > Mundo Read More


