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Com demissão de Diniz, Vasco chega a 50 trocas de técnico na era dos pontos corridos; veja Raio-X

Com demissão de Diniz, Vasco chega a 50 trocas de técnico na era dos pontos corridos; veja Raio-X

Confira o pronunciamento do presidente Pedrinho informando a saída de Fernando Diniz
Fernando Diniz tornou-se a 50ª troca de técnico do Vasco na era dos pontos corridos. O ex-comandante não resistiu à pressão após derrota por 1 a 0 para o Fluminense, pelo jogo de ida das semifinais do Carioca, neste domingo, e não ocupa mais o cargo de treinador no clube. A decisão foi anunciada pelo presidente Pedrinho ainda na sala de imprensa do estádio Nilton Santos.
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Diniz é mais um treinador a deixar o cargo no clube carioca antes de completar 12 meses de trabalho. Há dez anos, um comandante não consegue atingir essa marca. A última vez que aconteceu foi em 2016, com Jorginho.
fernando diniz vasco
Thiago Ribeiro/AGIF
Na sua primeira experiência na Colina Histórica, Jorginho assumiu o comando em 17 de agosto de 2015 e permaneceu até 28 de novembro de 2016. Ao longo dos 16 meses de trabalho, não conseguiu impedir o segundo rebaixamento do clube à Série B, ao fim de 2015, mas levantou a taça do Campeonato Carioca na temporada seguinte. Encerrou a passagem com 60% de aproveitamento.
Além de Jorginho, somente outros dois treinadores conseguiram permanecer por mais de um ano no comando do Vasco desde 2003, primeiro ano da era dos pontos corridos. Renato Gaúcho, em sua primeira passagem pela Colina, dirigiu a equipe de julho de 2005 a abril de 2007 — o trabalho mais duradouro do clube no século XXI. Já Cristóvão Borges esteve à frente do time do fim de agosto de 2011 até setembro de 2012.
Jorginho, técnico do Vasco em 2015
Fernando Soutello/AGIF
Entre os times do G-12, o Vasco é o com mais trocas de comando na era dos pontos corridos. Os dados são da ferramenta “Rotatividade dos Técnicos”, do ge, que mapeia a dança das cadeiras no futebol brasileiro desde 2003.
Trocas de técnico dos times do G-12 desde 2003
Quarto técnico na gestão de Pedrinho
Fernando Diniz é quarto técnico demitido na gestão de Pedrinho no Vasco – e o mais longevo, com pouco mais de nove meses de trabalho nesta segunda passagem pelo time de São Januário. Antes dele, Álvaro Pacheco, Rafael Paiva e Fábio Carille estiveram à frente do comando. A média do tempo de trabalho dos técnicos é de exatos cinco meses:
Treinadores na gestão de Pedrinho
Álvaro Pacheco – 22/05/2024 – 20/06/2024 – 29 dias
Rafael Paiva – 21/06/2024 – 24/11/2024 – 156 dias
Fábio Carille – 19/12/2024 – 27/04/2025 – 129 dias
Fernando Diniz – 11/05/2025 – 22/02/2026 – 287 dias
Média de tempo por trabalho: 150 dias
Álvaro Pacheco, técnico do Vasco
Thiago Ribeiro/AGIF
Álvaro Pacheco é quem puxa a média ainda mais para baixo. O português foi contratado pela 777, por decisão de Pedro Martins e do então CEO Lúcio Barbosa. Pedrinho assumiu o controle do futebol quando a negociação com o português já estava acertada. O treinador não resistiu ao início ruim no Brasileirão, com três derrotas – entre elas uma histórica goleada de 6 a 1 para o Flamengo – em quatro jogos, e foi demitido em menos de um mês, ainda em junho.
Depois do português, Rafael Paiva foi promovido e assumiu a equipe em definitivo logo na sequência. Com ele, o Vasco chegou a ter um bons momentos com uma reação no Campeonato Brasileiro e classificação à semifinal da Copa do Brasil, fase na qual foi eliminado pelo Atlético-MG. O técnico não resistiu a uma sequência de quatro derrotas consecutivas no Brasileirão e caiu. Os bastidores indicavam que Paiva havia perdido o vestiário vascaíno e havia irritado a diretoria pela preferência por alguns jogadores que não estavam rendendo, como o chileno Pablo Galdames.
Na sequência, Fábio Carille assumiu o comando, em dezembro de 2024. O treinador não era a primeira preferência da diretoria para ocupar o cargo e nunca foi unanimidade em São Januário. Foram 21 jogos pelo Vasco, com 50,7% de aproveitamento. Ao longo do período, a avaliação sobre o trabalho de Carille era de que o desempenho era abaixo do esperado e também havia críticas sobre a postura da equipe. Ele foi demitido depois de derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, em Uberlândia, na sexta rodada do Brasileirão, em abril.
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