Como é a casa do Lanús, “maior clube de bairro do mundo” e adversário do Flamengo na Recopa
“Maior clube de bairro do mundo”? Luiza Sá mostra como é viver em Lanús
Adversário do Flamengo na Recopa Sul-Americana nesta quinta-feira, o Lanús se denomina o “maior clube de bairro do mundo”. É fácil entender que tipo de sentimento o clube quer carregar com essa frase ao caminhar pelas ruas da cidade. Os moradores resumem o estar no local como se sentir em família.
— Vivi toda a minha vida aqui no clube, a parte da minha mãe trabalhou no clube há quase 40 anos. Vivo a três quadras do clube, trabalho no restaurante do clube… É uma família, simples, é uma família. um prazer e uma honra estar com a gente do clube. Amo estar em Lanús. (Vida no bairro) Totalmente familiar. As pessoas do bairro são bem famílias — disse Analia, que é funcionária de um restaurante na sede social do Lanús e torcedora fanática da equipe.
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Pinturas nas rudas de Lanús, na Argentina
Luiza Sá / ge
De acordo com um censo de 2022, Lanús tem cerca de 462 mil habitantes. É um dos menores municípios da região metropolitana de Buenos Aires e com a maior densidade populacional. O local também sofreu muito com a violência nos últimos anos.
Logo atrás do estádio, que passou por obras alguns anos atrás, há uma praça e o Velódromo de Lanús. Perto dali também funciona um centro cultural onde em julho de 2025 aconteceu uma mostra institucional do clube, que costuma fazer várias ações sociais para a comunidade. Até por isso a conexão com os moradores é tão forte e dão a sensação de pertencimento à população local.
Andando pelas ruas próximas ao La Fortaleza, casa do Lanús, não se vê o movimento frenético que marca Buenos Aires. O estádio é o principal atrativo de um local que parece respirar o dia a dia do clube com pinturas para todos os lados. Dos postes, a relação com Maradona até ídolos e momentos marcantes da história da equipe, como a taça da Sul-Americana diante do Atlético-MG em 2025.
O restaurante é um passeio pela história do Lanús. Colado na sede social da equipe, que fica a algumas quadras do estádio, o local tem camisas de vários anos, pôsteres, ingressos de jogos históricos e vários outros itens. Por lá, funcionários deixam claro que vivem intensamente o clube, com cordões, chaveiros e fazendo questão de mostrar as memórias em vídeos no celular. A hospitalidade é uma marca.
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Ingressos antigos de jogos do Lanús são exibidos com orgulho no entorno do estádio
Luiza Sá / ge
— Sou concessionário do restaurante do Club Lanús desde 1992. É um orgulho trabalhar aqui dentro. Estamos estritamente vinculados tanto com os torcedores quanto com a instituição. Em alguns momentos também com jogadores e técnicos que comeram aqui por muito tempo — explicou Pablo, dono do local.
— Lanús é família, é o bairro, somos amigos. E os amigos do Flamengo são sempre bem-vindos aqui — disse Santino, torcedor e jornalista.
— O clube fala por si só, é mais que um clube de bairro. Você caminha pelas ruas de Lanús e encontra murais, as ruas grenás, pessoas de camisas do time. Somos família. Ir ao estádio é se distanciar dos nossos problemas. Vamos, cantamos… Às vezes temos o resultado, às vezes não. Viver aqui é tranquilo, é como estar em casa basicamente. Saio de casa, encontro meus amigos que são de Lanús, vamos jogar bola, tomar mate, fazemos uma salsa no clube… O clube é imenso — contou.
Flamengo e Lanús se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30, pela partida de ida da Recopa. O duelo de volta, no Maracanã, será na próxima semana.
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