Contas ligadas ao nazismo na Segunda Guerra são descobertas no Credit Suisse, diz senador dos EUA
Campo de concentração de Auschwitz
Reprodução/TV Globo
Uma investigação identificou 890 contas no banco suíço Credit Suisse com possíveis ligações nazistas no período da Segunda Guerra Mundial, afirmou o senador norte-americano Chuck Grassley nesta terça-feira (3), antes de uma audiência do Comitê Judiciário sobre a facilitação do Holocausto por bancos.
O total inclui contas da época da guerra, anteriormente não divulgadas, do Ministério das Relações Exteriores alemão, de uma empresa alemã de fabricação de armamentos e da Cruz Vermelha alemã, acrescentou o parlamentar, que preside a comissão e acompanha a investigação sobre o Credit Suisse há anos.
O UBS, que adquiriu o Credit Suisse em uma aquisição emergencial em 2023, afirmou no ano passado que estava trabalhando com o ex-procurador norte-americano Neil Barofsky para esclarecer contas ligadas ao nazismo mantidas em seu antigo concorrente.
Tanto o UBS quanto o Credit Suisse se desculparam e chegaram a um acordo global em 1999, que pôs fim às reivindicações e encerrou a controvérsia, afirmou o banco em um comunicado prévio ao seu depoimento perante o Comitê Judiciário do Senado, caracterizando a investigação atual como uma iniciativa voluntária.
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Grassley recebeu dois relatórios e uma atualização sobre o andamento da investigação de Barofsky, disse o parlamentar aos repórteres.
A investigação revelou evidências de que as relações bancárias do Credit Suisse com a organização paramilitar nazista SS eram mais extensas do que se sabia anteriormente, com o braço econômico da SS mantendo uma conta no banco, afirmou Grassley, citando os registros.
Grassley acrescentou que também surgiram novos detalhes sobre um plano para ajudar nazistas a fugir para a Argentina.
O UBS afirmou que reconhece e lamenta profundamente que a época da Segunda Guerra Mundial tenha sido um período sombrio na história do sistema bancário suíço.
“Abordamos o tema de hoje com o devido respeito”, disse Robert Karofsky, presidente do UBS Americas, de acordo com relatório.
Ao assumir o controle do Credit Suisse, o UBS se comprometeu integralmente a retomar a investigação e, desde então, tomou medidas extensivas para facilitar a revisão, disse Karofsky.
“Agora, com três anos de experiência, nossa prioridade é concluir esta revisão para que o mundo possa se beneficiar das conclusões do próximo relatório final.”
Segundo assessores do Comitê Judiciário do Senado, a investigação deverá ser concluída no início do verão no hemisfério norte (entre junho e setembro) e o relatório final é esperado para o final do ano.
(Reportagem de Oliver Hirt e Ariane Luthi)g1 > Mundo Read More


