Coritiba faz investimento inédito no futebol feminino, com novo CT e gestão própria; veja detalhes
A nova era do futebol feminino no Coritiba
O Coritiba apresentou nesta segunda-feira o novo projeto do futebol feminino do clube. Pela primeira vez o Coxa vai gerir todo o projeto. Desde 2022, o Alviverde tinha parceria com o Imperial, mas optou por encerrar o acordo no fim do ano passado.
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A partir desta temporada, o Coritiba terá um departamento de futebol feminino, composto por profissionais como preparador de goleiras, fisioterapeuta, além de comissão contratados pelo clube. Antes, os profissionais que trabalhavam com o time feminino eram do Imperial, e o Coritiba dava o suporte financeiro.
— Desde o momento que a SAF chegou ela já fez os investimentos necessários do feminino. Naquele momento ainda em parceria, mas aumentou consideravelmente o orçamento. E para esse ano já era construído: a gente precisava trazer para dentro do nosso guarda-chuva. Não fazia sentido a gente ter o Coritiba longe. Então o clube se abraçou e com isso a gente conseguiu fazer um trabalho para monitorar essas meninas — disse o coordenador do departamento feminino, Christian Kogut.
Todas as atletas passam a ser contratadas com carteira assinada, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), algo que não acontecia antes. A profissionalização atraiu atletas experientes no cenário nacional, como a zagueira Thamirys da Silva, que já jogou a Série A1, primeira divisão do feminino.
— Eu vi muito profissionalismo desde o começo. Eu vi que apesar de ser um projeto novo, eles quiseram começar de uma forma muito certinha, muito profissional. Isso chamou atenção, isso é muito importante, porque é aquilo que eu falo, quando as coisas começam bem, quando a base é boa, a tendência é toda a construção ser algo muito bom — disse a atleta.
Thamirys estava no Avaí Kindermann na temporada passada. O clube catarinense passa por uma crise e neste ano abriu mão de disputar a Série A2 do Brasileiro.
— Infelizmente a gente corre esse risco na modalidade, não tem essa constância, mas como eu te disse, isso foi o que me atraiu mais aqui, que independente de algum cenário do masculino, o feminino ali permanece e busca ter os seus próprios resultados, independente de qualquer situação — disse a defensora.
O projeto do Coritiba
A casa do Coxa feminino vai ser o CT Eco Place, local com quadra de areia, campo sintético e estrutura para recuperação das jogadoras. O palco dos jogos seguirão sendo o CT da Graciosa, onde o time masculino treina, e o Couto Pereira, onde a a equipe jogou pela primeira vez no ano passado.
O calendário das Gurias do Coxa neste ano tem o Brasileirão A3, com previsão de começar em março além da Copa do Brasil e do Campeonato Paranaense, campeonato em que o Alviverde defende o título. O principal objetivo da temporada é o acesso inédito ao Brasileiro A2.
— O primeiro ponto é ser competitivo, e devagarinho jogo a jogo a gente evoluir e ter entendimento do que a gente construiu como modelo. O resultado esportivo é consequência de tudo isso, a gente não pode chegar aqui e prometer que a gente vai ter acesso, vai ser campeão. Na verdade a gente precisa ter essa construção e o entendimento delas nesse inicio de projeto — disse o técnico Rafael Lopes.
No longo prazo, o clube espera desenvolver categorias de base para ter também formação de atletas de futebol feminino no clube. A menos de 500 dias da Copa do Mundo Feminina no Brasil, o Coxa sonha em se tornar um dos principais times no cenário do futebol feminino nacional.
— Se tudo der certo dentro do que a gente almeja aqui dentro, é a gente estar ali como um dos principais clubes no cenário do futebol feminino. Eu sei que é uma construção, mas é uma construção séria. Com todo mundo participando, todo mundo trabalhando. Então a gente sabe da necessidade de assumir a responsabilidade. E nós, como Coritiba, estamos assumindo isso — finalizou Kogut.
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Jéssica Dombrowski/Coritiba geRead More


