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Derrota no dérbi sacramenta pior início de temporada da história da Ponte

Derrota no dérbi sacramenta pior início de temporada da história da Ponte

Guarani vence Ponte Preta por 1×0 em dérbi n° 213
A derrota por 1 a 0 para o Guarani no dérbi 213 decretou uma marca histórica negativa para a Ponte Preta. Trata-se do pior início de temporada do clube.
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Ainda sem vencer em 2026, a Macaca perdeu cinco dos seis jogos até aqui no Paulistão, com apenas um ponto em 18 possíveis (5% de aproveitamento) e somente dois marcados (duas vezes no empate por 2 a 2 com o Noroeste, passando em branco nas outras partidas).
Um levantamento realizado pelo ge, consultando também historiadores alvinegros, mostra que nunca a Ponte teve um aproveitamento tão ruim nas seis primeiras partidas como agora – levando em conta competições oficiais.
Ponte tem o pior início de temporada da história do clube
Marcos Ribolli/ PontePress
Em 1997, por exemplo, a Ponte foi ganhar pela primeira vez no sétimo compromisso pela Série A2 do Paulista (3 a 0 na Paraguaçuense). Mas até então eram quatro derrotas e dois empates.
A Macaca também não venceu os seis primeiros jogos do ano em 1984 pela Seletiva da Taça CBF (equivalente à Série B), mas com três empates.
Nem em 1995, naquele que é considerado o pior ano da história do clube até aqui, com rebaixamentos no Paulistão e também na Série B do Brasileiro, a Ponte demorou tanto para ganhar o primeiro jogo.
A campanha desastrosa deixa a Macaca virtualmente rebaixada no Paulistão. Na lanterna, a Ponte tem cinco pontos de diferença para o primeiro time fora da degola (o Santos), com seis em disputa – o Velo Clube, com quatro, também integra o Z-2. Apenas um milagre salva a Macaca.
Contas
Diante do cenário, a única chance que o time tem de escapar é vencer os dois jogos, contra Portuguesa (fora) e São Paulo (casa), chegando aos sete pontos, e torcer por uma combinação de resultados por causa dos confrontos diretos entre os outros ameaçados, incluindo Santos x Velo na última rodada.
Uma das alternativas é somar seis pontos e torcer por duas derrotas do Noroeste, atualmente com sete pontos e uma vitória – o time de Bauru enfrenta Santos e Primavera.
Neste cenário, a Macaca ultrapassaria o Noroeste no número de vitórias e escaparia se o Velo Clube, outro concorrente direto – é o penúltimo, com quatro, não vencesse nas duas últimas rodadas. A equipe de Rio Claro enfrenta Bragantino e Santos.
A outra opção (mais improvável) é, além de vencer os dois jogos restantes, tirar a diferença no saldo de gols para tentar ultrapassar dois adversários na disputa (a Ponte, hoje, tem o pior saldo entre os ameaçados, com -8). Além do Noroeste, São Paulo, Capivariano (um jogo a menos por enquanto) e Primavera têm sete pontos – o máximo que a Ponte conseguiria alcançar.
Consequência natural
Os números da Ponte no início de temporada são um reflexo direto da crise extracampo que a Ponte atravessa, com salários atrasados desde meados de 2025, processos na Justiça e transfer ban que impediu o clube de registrar as contratações nas três primeiras rodadas do Paulistão, recorrendo às categorias de base para completar a equipe.
Torrano e Eberlin, presidente e vice da Ponte Preta, respectivamente
Marcos Ribolli/ PontePress
Até aqui, a Ponte perdeu para Corinthians (3 a 0, fora), Velo Clube (1 a 0, casa), Capivariano (2 a 0, fora), São Bernardo (1 a 0, casa), empatou com Noroeste (2 a 2, casa) e foi derrotada pelo Guarani (1 a 0, fora).
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O time volta a campo no sábado, quando enfrenta a Portuguesa, às 16h, no Canindé. Se não ganhar, estará automaticamente rebaixado. Caso vença, ficará no aguardo dos outros resultados para saber se chegará à rodada final com chances. geRead More