Dólar inicia o dia em queda com atenção à ata do Copom e aos dados da indústria
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em baixa nesta terça-feira (3), com queda de 0,29% por volta das 9h30, sendo negociado a R$ 5,2410. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h.
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▶️ No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom, publicada hoje. O documento indica que o Banco Central considera apropriado sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros a partir da reunião de março, após manter a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
▶️ Ainda no cenário doméstico, os dados da produção industrial mostraram retração em dezembro. Na comparação com novembro, já com ajuste sazonal, a atividade recuou 1,2%, registrando a queda mais intensa desde julho de 2024. O resultado contrariou as projeções de 0,8% no período.
▶️ Também na agenda política, o Palácio do Planalto enviou ao Congresso o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio entre os blocos.
▶️ Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório Jolts, que mede o número de vagas abertas no mercado de trabalho, foi adiada. O motivo é a paralisação parcial do governo americano, que impactou o calendário de indicadores econômicos.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,74%;
Acumulado do mês: -4,39%;
Acumulado do ano: -4,39%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,40%;
Acumulado do mês: +12,56%;
Acumulado do ano: +12,56%.
Ata do Copom
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (3), mostra que o Banco Central avaliou ser apropriado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, prevista para março.
A decisão foi baseada na análise de um amplo conjunto de informações, que inclui a dinâmica recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados vêm surtindo efeito sobre os preços, ainda que com defasagem.
O documento se refere à reunião realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi mantida em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
O patamar elevado segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que afetam de forma mais intensa a população de menor renda.
Na ata, a autoridade monetária reforçou que, caso o cenário esperado se confirme, pretende iniciar a flexibilização da política monetária em março. Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, de modo a assegurar a convergência da inflação à meta ao longo do horizonte relevante.
O Banco Central, no entanto, não indicou qual será a intensidade nem a duração do ciclo de cortes na taxa Selic.
Segundo o documento, essas definições dependerão da incorporação de novas informações às análises do Comitê, permitindo uma avaliação mais precisa das condições econômicas ao longo do tempo.
Entre os economistas do mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, quando a Selic poderia recuar para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica seja reduzida para 12,25% ao ano.
Agenda econômica
Produção industrial o Brasil
A produção industrial brasileira fechou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontadas as variações sazonais, a retração foi de 1,2%, o recuo mais intenso desde julho de 2024.
Ainda assim, frente a dezembro de 2024, o setor registrou alta de 0,4%, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de resultados negativos.
Apesar dessa recuperação pontual na comparação anual, o desempenho do setor ao longo de 2025 foi moderado. A indústria acumulou crescimento de 0,6% no ano, abaixo do avanço observado em 2024 (3,1%) e superior ao registrado em 2023 (0,1%).
No quarto trimestre de 2025, porém, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível observado no mesmo período do ano anterior. A média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, sinalizando perda de fôlego no fim do ano.
Mesmo com as oscilações recentes, a produção industrial permanece levemente acima do patamar pré-pandemia: está 0,6% superior ao nível de fevereiro de 2020. Ainda assim, o setor segue distante do seu recorde histórico, alcançado em maio de 2011, estando 16,3% abaixo daquele pico.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados começaram a semana em queda, com algumas empresas divulgando seus resultados trimestrais e com dados econômicos importantes no radar.
Antes do pregão, nos mercados futuros, o Dow Jones caía 0,14%, chegando a 48.849 pontos. O S&P 500 recuava 0,22%, indo para 6.923 pontos, enquanto a Nasdaq perdia 0,39%, ficando em 23.380 pontos.
As bolsas europeias são afetadas pela queda brusca nos metais preciosos, que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Apesar disso, ao longo do dia o ritmo dessas quedas diminuiu, ajudando os mercados europeus a se recuperar parcialmente.
No intradia europeu, o índice STOXX 600 subia 0.4%, recuperando-se da queda inicial. Na Alemanha, o DAX avançava 0,8%. Na França, o CAC 40 ganhava 0,6%, e no Reino Unido, o FTSE 100 subia 0,7%.
Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de fortes perdas. No fechamento, a Bolsa de Xangai caiu 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos.
Outros mercados também recuaram: o Nikkei caiu 1,2% (52.655 pontos), o Kospi despencou 5,26% (4.949 pontos), o Taiex caiu 1,37% (31.624 pontos), e o Straits Times perdeu 0,26% (4.892 pontos).
Notas de dólar.
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