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Dólar opera em alta com tarifas dos EUA no radar e dados do setor externo brasileiro

Dólar opera em alta com tarifas dos EUA no radar e dados do setor externo brasileiro

 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta terça-feira (24), com avanço de 0,30% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,1842. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Nos Estados Unidos, entrou em vigor nesta terça-feira a tarifa adicional de 10% sobre produtos que não estejam cobertos por isenções, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A taxa corresponde ao percentual anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20), e não aos 15% mencionados posteriormente.
▶️ Ainda no cenário americano, discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia estarão no radar dos investidores, além da divulgação da pesquisa semanal da ADP sobre criação de vagas no setor privado, cuja leitura anterior indicou abertura de 10,25 mil postos de trabalho.
▶️ No Brasil, as transações correntes do balanço de pagamentos registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês de 2025. Nos 12 meses até janeiro, o déficit caiu para US$ 67,6 bilhões (2,92% do PIB).
▶️ No campo político, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouve o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, em reunião do grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,14%;
Acumulado do mês: -1,51%;
Acumulado do ano: -5,83%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,88%;
Acumulado do mês: +4,13%;
Acumulado do ano: +17,21%.
Tarifas dos EUA entram em vigor
Os EUA passaram a aplicar, a partir de hoje, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções.
A medida foi informada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e corresponde à taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — e não aos 15% mencionados por ele no dia seguinte.
Após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anteriores, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou uma nova taxa global temporária de 10%. No sábado (21), afirmou que elevaria esse percentual para 15%.
Em comunicado destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%”.
A decisão ampliou a incerteza em torno da política comercial dos EUA, sem esclarecer por que foi adotado o percentual mais baixo.
Em meio às incertezas geradas pela entrada em vigor das tarifas comerciais, Trump fará o discurso anual do Estado da União no Capitólio, às 23h (horário de Brasília). A cerimônia é uma tradição da política americana. Nela, o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano.
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Agenda econômica
Estatísticas do setor externo
As transações correntes do balanço de pagamentos — que resumem quanto o país recebe e paga ao exterior com comércio, serviços, rendas e transferências — registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Central.
O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um déficit de US$ 6,4 bilhões, mas ainda assim menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões registrado em janeiro de 2025.
Na comparação anual, a melhora foi explicada principalmente pelo aumento do superávit na balança comercial de bens, que cresceu US$ 2,1 bilhões, e pela redução do déficit na conta de serviços, em US$ 581 milhões.
Segundo o BC, esses avanços foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 1,3 bilhão no déficit em renda primária, que inclui pagamentos de juros e lucros ao exterior.
No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes recuou para US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB. Em dezembro de 2025, o déficit era de US$ 69,0 bilhões (3,03% do PIB), e em janeiro de 2025, de US$ 72,4 bilhões (3,35% do PIB).
A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 3,5 bilhões em janeiro de 2026, acima dos US$ 1,4 bilhão de janeiro de 2025.
As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações caíram 1,2%, e as importações recuaram 10,0%.
Mercados globais
Em Wall Street, os investidores reagem a um ambiente marcado por incertezas, que combina dúvidas sobre a nova política de tarifas do presidente Donald Trump, tensões internacionais e receios sobre os impactos econômicos da inteligência artificial.
No mercado de commodities, o petróleo subiu levemente em meio às tensões entre EUA e Irã. O Brent avançava 0,1%, a US$ 71,57 por barril, já o ouro oscilava e registrava queda de 1,2%, a US$ 5.170 a onça.
Antes da abertura das bolsas americanas, os índices futuros indicavam alta: o Dow Jones avançava 0,27%, o S&P 500 subia 0,25% e a Nasdaq ganhava 0,36%.
Na Europa, o sentimento dos investidores também foi afetado pelo cenário internacional incerto. As ações de bancos tiveram desempenho fraco, acompanhando a queda observada nos mercados americanos no dia anterior.
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os principais índices da região mostravam variações leves: o STOXX 600 recuava 0,2%, para 630 pontos; o FTSE, de Londres, caía 0,1%; o DAX, de Frankfurt, recuava 0,06%; e o CAC 40, de Paris, subia 0,05%.
Na Ásia, o clima foi mais positivo, especialmente após o retorno dos investidores chineses de um feriado prolongado.
A expectativa de que uma revisão das tarifas dos EUA beneficie a economia chinesa impulsionou os mercados, fortalecendo o iuan e estimulando compras em várias bolsas da região.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,9% e o CSI300 avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei cresceu 0,9%, para 57.321 pontos. O Kospi, na Coreia do Sul, subiu 2,11%, e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,75%.
Cédulas de dólar
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