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Dólar opera em queda com foco na prévia do PIB e tensões entre EUA e Irã

Dólar opera em queda com foco na prévia do PIB e tensões entre EUA e Irã

 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar recua na sessão desta quinta-feira (19), com baixa de 0,19% por volta das 9h50, sendo negociado a R$ 5,2303. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e o relatório de vendas de imóveis residenciais, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana e a condução da taxa de juros por lá.
▶️ Ainda no cenário americano, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o governo tem “vários argumentos” para atacar o Irã, caso decida agir. Os dois países negociam na Suíça, com mediação de Omã, mas também trocam ameaças nas redes sociais.
▶️ Com o aumento das tensões, os preços do petróleo subiam mais de 4% na quarta-feira (18), diante do risco de interrupções na oferta e após negociações entre Ucrânia e Rússia não avançarem em Genebra.
▶️ No Brasil, o Banco Central divulgou o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, que apontou crescimento de 2,5% da atividade econômica em 2025. Em dezembro, o índice recuou 0,2% na comparação com novembro, mas a queda foi menor que a esperada pelo mercado, e o quarto trimestre terminou com alta de 0,4% sobre o trimestre anterior. (Veja mais abaixo)
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,21%;
Acumulado do mês: -0,14%;
Acumulado do ano: -4,53%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,24%;
Acumulado do mês: +2,57%;
Acumulado do ano: +15,45%.
Tensões EUA-Irã
Os EUA estão prontos para um possível ataque contra o Irã no próximo sábado (21), informou a rede americana CBS News na quarta-feira (18). A operação ainda depende de decisão final do presidente Donald Trump.
🔎 Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos, mas o governo americano teme que o país tente desenvolver uma arma nuclear.
Os encontros recentes entre delegações dos dois países terminaram com pequenos avanços, mas ainda longe de um acordo. Trump afirmou que atacará o Irã caso não haja acerto.
Nos próximos dias, o Pentágono começará a transferir funcionários americanos no Oriente Médio para outras regiões, como Europa ou EUA, de acordo com a emissora. Movimentos desse tipo são comuns em situações de conflito iminente.
O Irã afirmou que atacará bases americanas no Oriente Médio caso seja bombardeado. O país anunciou exercícios militares navais com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (19).
Também nesta quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “vários argumentos” para justificar um ataque.
“Esse é um tema que o presidente leva a sério. Ele está sempre pensando no que é do interesse dos EUA, das Forças Armadas e do povo americano.”
Petróleo sobe com tensões geopolíticas
Os preços do petróleo subiram mais de 4% na quarta-feira, diante do temor de que conflitos possam afetar a oferta global. Investidores reagiram às tensões entre EUA e Irã e ao fato de as negociações entre Ucrânia e Rússia, em Genebra, não terem avançado.
Nos EUA, os contratos futuros do óleo para aquecimento também registraram alta, de cerca de 5%.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, fechou em alta de US$ 2,93, ou 4,35%, a US$ 70,35. Já o petróleo WTI, referência nos EUA, subiu US$ 2,86, ou 4,59%, a US$ 65,19.
Com isso, os dois contratos atingiram os maiores níveis desde 30 de janeiro, após terem caído na véspera para as mínimas em duas semanas.
Agenda econômica
IBC-Br (prévia do PIB)
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador usado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou crescimento de 2,5% em 2025. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central.
Em dezembro, o índice recuou 0,2% em relação a novembro, já considerando ajustes sazonais — ou seja, descontando variações típicas da época do ano.
A queda foi menor do que a esperada pelo mercado, que projetava retração de 0,5%. Com isso, o indicador fechou o quarto trimestre com alta de 0,4% em relação ao terceiro trimestre.
Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br registrou aumento de 3,1%, sem ajustes sazonais.
Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%.
Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19.
Na avaliação de Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a atividade econômica mostrou uma desaceleração em dezembro, em linha com os dados antecedentes de indústria, comércio e serviços, que também vieram fracos.
“A perda de ritmo era esperada diante da política monetária contracionista, que segue como um fator importante para a calibragem do ciclo de cortes prestes a começar”, afirma.
Mercados globais
Os mercados em Wall Street iniciaram o dia em queda, interrompendo três altas seguidas do S&P 500. O clima ficou mais cauteloso diante das preocupações com empresas de tecnologia e da expectativa pelos resultados da Walmart. A tensão aumentou ainda mais após relatos de reforço militar dos EUA perto do Irã, elevando o temor de conflito.
Antes da abertura das bolsas, os índices futuros mostravam o humor do mercado: o Dow Jones recuava 0,25%, o S&P 500 caía 0,24% e a Nasdaq tinha baixa de 0,3%.
No mercado de petróleo, os preços seguiam em alta após a forte disparada do dia anterior. O Brent avançava 1,5%, para US$ 71,41, enquanto o petróleo dos EUA subia 1,6%, para US$ 66,26.
Na Europa, o clima também é de cautela, com as bolsas reagindo negativamente aos resultados fracos de grandes empresas, como a Airbus e a mineradora Rio Tinto.
Ambos os balanços ficaram abaixo das expectativas e pesaram sobre o sentimento dos investidores, contribuindo para um dia mais fraco no continente.
Durante a manhã no Brasil, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,6%. Entre os principais mercados da região, o DAX da Alemanha recuava 0,72%, o FTSE 100 do Reino Unido registrava queda de 0,63% e o CAC 40 da França caía 0,74%.
Já os mercados asiáticos tiveram um desempenho misto nesta quinta-feira. As bolsas da China, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas por causa dos feriados do Ano Novo Lunar.
Já no Japão, o humor foi mais positivo: o mercado reagiu à alta das ações de tecnologia nos EUA e ao novo otimismo em torno do plano de estímulo da primeira ministra Sanae Takaichi.
No fechamento, o Nikkei avançou 0,57%, chegando a 57.467,83 pontos, enquanto o índice mais amplo Topix subiu 1,18%, para 3.852,09 pontos.
Em outras regiões da Ásia, o KOSPI da Coreia do Sul teve alta de 3,09%, alcançando 5.677 pontos, e o Straits Times de Cingapura subiu 1,28%, chegando a 5.001 pontos.g1 > EconomiaRead More