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Eliminação precisa doer no Bahia

Eliminação precisa doer no Bahia

Bahia 2 (3) X (4) 1 O’Higgins | Gols | Conmebol Libertadores 2026
Uma das minhas maiores curiosidades para esta temporada era ver até onde o Bahia iria em sua segunda participação seguida na Libertadores. Eu acreditava que a experiência do ano passado, a montanha-russa vivida em uma fase de grupos muito competitiva, contra adversários duros, poderia servir como prefácio para uma história mais longa na nova edição. Mas não aconteceu.
Nesta quarta-feira, o Bahia foi eliminado pelo O’Higgins, um clube modesto do Chile, na segunda fase da competição, a chamada pré-Libertadores. Depois de perder a ida por 1 a 0, conseguiu abrir o placar com menos de um minuto e alcançou o segundo gol ainda no primeiro tempo – um cenário muito confortável. Mas cedeu o gol que levou a decisão aos pênaltis, nos quais foi batido.
A eliminação precisa doer no Bahia. Para avançar em seu processo de transformação, na revolução que vive desde a chegada do Grupo City, o clube deve tratar a queda precoce na Libertadores com o peso que ela tem: como um grande fracasso.
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Rogério Ceni após eliminação do Bahia da Libertadores
Letícia Martins/EC Bahia
Uma visão mais panorâmica traz atenuantes. É bom disputar a Libertadores em dois anos seguidos, foi bom ter voltado à competição após 36 anos, foi bom ter alcançado sua melhor campanha na história dos pontos corridos no Brasileirão. Mas o bom é pouco para este novo Bahia. Ele não é o mesmo de quatro anos atrás. Ele precisa de mais.
Nesse sentido, faltaram reforços. A movimentação do Bahia no mercado foi tímida. Para mudar de patamar, o clube precisava de um elenco superior ao do ano passado, e isso não aconteceu. Na eliminação desta quarta-feira, a única novidade no time titular foi o lateral-direito Román Gómez. Do banco, saíram outros dois reforços: Kike Oliveira e Everaldo.
Mas isso não atenua a responsabilidade de Rogério Ceni. O elenco ainda é muito superior ao do adversário. E ele tem aquilo que os treinadores mais pedem – tem continuidade, tem condições de trabalho. No somatório das duas partidas, o O’Higgins mereceu ficar com a vaga. É preocupante.
Ceni fala após eliminação do Bahia na Libertadores
A eliminação na segunda fase da Libertadores deixa o Bahia sem calendário internacional para o restante do ano – e, curiosamente, sem a Copa do Nordeste, da qual foi alijado justamente por disputar a Libertadores. Restarão o Brasileirão e a Copa do Brasil, além da busca por mais um título baiano. É uma mudança de perspectiva, inclusive financeira: se alcançasse a fase de grupos da Libertadores, seriam R$ 8 milhões a mais na conta.
Da frustração, vem a oportunidade de ajustar o rumo. O clube pode usar o restante do ano, com um calendário mais confortável, para entender em que pontos precisa evoluir. Será fundamental construir uma mentalidade vencedora, uma predisposição a ser protagonista – para que no ano que vem, em uma possível nova participação na Libertadores, a história seja diferente. geRead More