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Estudantes do Irã iniciam nova onda de protestos contra o governo Khamenei

Estudantes do Irã iniciam nova onda de protestos contra o governo Khamenei

 Estudantes iranianos contra e a favor do governo Khamenei entram em confronto na Universidade de Tecnologia Amirkabir, em Teerã, em 22 de fevereiro de 2026.
UGC/AFP
Estudantes iranianos iniciaram uma nova onda de protestos contra o regime Khamenei, com manifestações em diversas universidades no Irã durante o final de semana.
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Os protestos iniciaram no sábado e ocorreram também no domingo, e levaram a confrontos em várias universidades iranianas, segundo agências de notícias iranianas e publicações nas redes sociais. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se há mortos, feridos ou presos decorrentes dessas manifestações.
A nova onda de protestos ocorre pouco mais de um mês após o regime do aiatolá Ali Khamenei matar milhares de manifestantes para reprimir amplas manifestações que eclodiram nas ruas de todo o país. Ao menos 6.100 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, segundo ONGs, porém estima-se que o número possa ser ainda maior.
Desta vez, os novos protestos ocorrem sob a vigia dos navios de guerra dos EUA, que estão no Oriente Médio com o território iraniano em seu alcance. O presidente dos EUA, Donald Trump, forçou negociações nucleares com o Irã e ameaça atacar o país caso as tratativas diplomáticas fracassem.
A TV estatal iraniana transmitiu vídeos do que disse ser indivíduos “que fingiam ser estudantes” atacando estudantes a favor do governo em Teerã que participavam de protestos para condenar os distúrbios de janeiro, com esses indivíduos supostamente ferindo estudantes ao atirar pedras.
Protestos também ocorreram em universidades em Mashhad, no nordeste, de acordo com vídeos publicados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, que afirmou que a intervenção das forças de segurança nos protestos causou ferimentos.
No sábado, um vídeo supostamente mostrava fileiras de manifestantes na Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, chamando o líder supremo aiatolá Ali Khamenei de um “líder assassino” e pedindo que Reza Pahlavi, filho exilado do xá derrubado do Irã, seja o novo monarca.
Os recentes protestos, que começaram em dezembro devido às dificuldades econômicas e rapidamente se tornaram políticos, foram reprimidos na mais violenta repressão desde a Revolução Islâmica de 1979.
Estudantes iranianos da Universidade de Tecnologia Amirkabir, em Teerã, fazem protesto contra o governo Khamenei em 22 de fevereiro de 2026.
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