EUA veem o Brasil como parceiro ‘muito promissor’ em minerais críticos, diz secretário americano
As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza,
Reprodução/Jornal Nacional
Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro “muito promissor” na área de minerais críticos e estão explorando “ativamente” oportunidades para apoiar a capacidade produtiva do país.
A afirmação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr.
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Na semana passada, os EUA reuniram o Brasil e outros países para apresentar um plano de formar um bloco comercial de minerais críticos. O Brasil, entretanto, ainda avalia se participará da iniciativa.
“Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país”, afirmou Orr, em uma coletiva de imprensa online.
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O secretário assistente, no entanto, evitou dar detalhes sobre os eventuais termos das negociações, inclusive sobre preços. Ele afirmou que o processamento dos minerais resultante de eventuais parcerias poderia ocorrer no Brasil ou nos Estados Unidos.
“Nossa abordagem reconhece que as cadeias de suprimento exigem parcerias sólidas, seja por meio do processamento no Brasil, nos Estados Unidos ou em ambos, e esperamos continuar trabalhando com o Brasil.”
Segundo ele, os EUA estudam formas de apoiar o Brasil por meio de financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, conhecida como DFC.
Ele destacou que dois projetos no Brasil já receberam apoio financeiro da DFC, das empresas Serra Verde e Aclara.
O foco dos EUA em minerais críticos
O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos EUA de minerais críticos após a China ter abalado os mercados globais no ano passado ao reter terras raras, essenciais para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais.
Nesse cenário, o Brasil tem despertado interesse dos EUA e de outros países, devido ao seu grande potencial na exploração de minerais críticos, como terras raras, cobre, níquel e nióbio.
Comissões de várias partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e agendado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor, como Vale, BHP e Anglo American.
No caso de terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas poucos projetos em desenvolvimento.
Na semana passada, Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA e US$2 bilhões em financiamento privado.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na semana passada que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração.
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