Exclusiva: Carpini avaliou permanência no Fortaleza e espera romper jejum contra Ceará na final
Saiba os desafios de Carpini para montar o elenco do Fortaleza
O técnico do Fortaleza, Thiago Carpini, conversou de forma exclusiva com o Globo Esporte e desabafou antes da final do Cearense: chegou a avaliar se permaneceria no clube após a saída de dirigentes que o haviam contratado, como Marcelo Paz e Sérgio Papellin. O comandante afirma que vive um dos maiores desafios da carreira, principalmente por ter perdido peças importantes no elenco e por ter que remontar um time para competições importantes.
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– Imagina ser contratado por algumas pessoas, chegar em dezembro, ver um clube, voltar em janeiro e encontrar um novo clube? Realmente cheguei a pensar se esse era o projeto para mim. Nunca tive dúvida sobre o Fortaleza. Mas um dia antes do meu acerto, tinham situações encaminhadas, estava apalavrado com clube de Série A. Na conversa com o Paz, acertei. Fui recebido pelo Paz, Júlio Manso, Papellin, Daniel de Paula e Boeck. Ninguém mais está aqui. Poucos daquele elenco estão aqui. Não me queixei, nem deixei de trabalhar. Mas falei que está sendo um dos maiores desafios da minha carreira – conta.
– Tínhamos traçado um planejamento no início, para manter grande parte do elenco e não perder ninguém. Depois disso muita coisa mudou. Mexidas foram necessárias. Eu teria Bareiro, Moisés, Breno Lopes… São peças fundamentais. Elevariam o nível para a competição da Série B. Mas infelizmente não aconteceu. Mas a gente procura não lamentar e valorizar os jogadores que aqui estão – completa.
Thiago Carpini, do Fortaleza, no Clássico-Rei
Thiago Gadelha/SVM
Importância dos Clássicos
O Fortaleza tem 10 jogos na temporada, com sete vitórias e três empates. E é assim, em recontrução, que chega para as finais do Cearense, contra o Ceará. O rival do clube acumula dois títulos seguidos. Não perde para o Fortaleza desde 2023.
– Não entendo que o clássico é um jogo qualquer. A gente tentou passar isso para os atletas. Assim vão ser as finais, valem o título, é um ingrediente a mais. São dois anos de jejum do Fortaleza. E os atletas já entenderam o que a gente quer de competitividade e entrega.
Por isso, Carpini tem consciência da importância dos desafios. Esse ano foi apenas um jogo entre as equipes, um 0 a 0. Ele procura não trazer o peso dos outros anos para o elenco.
– Procuro passar para os atletas que estão chegando e para os remanescentes que é um jejum incômodo, pela grandeza do Fortaleza. Mas temos que ter equilíbrio e não trazer o peso dos últimos anos.
Thiago Carpini, do Fortaleza, no Clássico-Rei
Ismael Soares/SVM
Classificação contra o Maguary-PE
O time chega para a primeira final do Cearense após uma vitória de virada, e no sufoco, para o Maguary-PE, um time da Série D do Brasileiro. Carpini destaca a entrega do elenco no meio da semana, mesmo diante das vaias recebidas na Arena Castelão.
– Eu falei muito isso para os atletas durante a semana. Jogo de “mata” ele tem as suas particularidades, tensão muito alta. A gente enfrentou um adversário inferior, franco atirador. A responsabilidade é toda do Fortaleza. Se não acontece a classificação, é uma tragédia. Tivemos erros grandes, em jogo de “mata” não podem acontecer. O que a gente tira (de bom) é a entrega, competitividade, luta. Por outro lado, sabemos onde erramos e onde precisamos evoluir.
Rolim Machado, Marcelo Paz, Sérgio Papellin, Thiago Carpini
Fernanda Alves/SVM
Em busca do futebol bonito
Com tantas mudanças no elenco, Carpini ainda fazer testes para saber a melhor formação, mas já tem um time em mente para começar a decisão. Espetáculo ainda não dá para ter, segundo ele. Mas busca mais entrosamento até o início da competição mais importante do ano: a Série B.
– Ainda não completei dois meses de clube, foram 17 saídas. Cheguei na semifinal sem um elenco completo, estreei sem zagueiro. Joguei o campeonato inteiro sem lateral, quando chegou extremo, perdi centroavante. Não há mágica. E futebol não é dessa maneira, é construção. Queria hoje estar jogando melhor futebol no futebol, vamos chegar a esse nível, mas ainda não estamos. O espetáculo em campo, o torcedor precisa ter mais paciência. Tem muita coisa boa sendo construída. geRead More


