Força física e jogo aéreo: veja como Cacá, zagueiro do Corinthians, pode ajudar o Vitória
Segue o BAba debate chegada de Cacá ao Vitória
O Vitória está prestes a anunciar a contratação de Cacá, que chega por empréstimo do Corinthians. O zagueiro, que já treina na Toca do Leão, é esperança de elevar o rendimento de um setor fundamental para o time de Jair Ventura. A fim de entender como o jogador pode contribuir em Salvador, o ge buscou opiniões de setoristas que acompanharam a carreira do jogador de 26 anos.
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Yago Rudá, setorista do Corinthians no ge, analisou os pontos fortes e fracos do zagueiro, que chegou ao clube paulista inicialmente por empréstimo do Tokushima Vortis, do Japão, em março de 2024. Após atingir meta de minutos em campo, Cacá foi comprado por R$ 11 milhões ainda naquela temporada.
“Ponto forte é a imposição física. Ele é um jogador muito forte, sempre se destacou fisicamente no Corinthians”, iniciou Yago.
Cacá comemora primeiro gol com a camisa do Corinthians
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
– O ponto fraco é a parte técnica. No Corinthians apresentou muita dificuldade na saída de bola, jogo apoiado. Foi o calcanhar de Aquiles dele – completou o repórter do ge.
O melhor momento de Cacá com a camisa do Corinthians foi nos primeiros meses em São Paulo, em fase que também se destacou por lado artilheiro. Ao todo, o zagueiro marcou oito gols em 71 jogos pelo Timão.
– Ele emendou uma sequência de jogos como titular e chegou a fazer uma série de gols, a maioria de cabeça. Foram cinco gols de abril a julho de 2024, sendo titular em todos os jogos. O time estava oscilando muito, muitas derrotas em casa, mas apesar disso o Cacá fazia bons jogos e era o protagonista naquele momento, em um elenco que estava se reformulando.
Cacá disputa bola aérea com Pablo Vegetti
André Durão / ge
Yago conta que a decisão do Corinthians em emprestar o jogador ao Vitória leva em consideração a disputa interna entre os zagueiros do Timão. Com Gustavo Henrique, André Ramalho, Gabriel Paulista e João Pedro Tchoca no grupo alvinegro, Cacá perdeu espaço.
Apesar de não ter sido tão recorrente durante a carreira, Cacá já atuou em sistemas de três zagueiros, esquema que Jair Ventura costuma utilizar no Vitória. Yago Rudá pondera, no entanto, que o zagueiro não se saiu tão bem jogando dessa forma.
– Já jogou assim no Corinthians. Na maioria das vezes em que jogou com três zagueiros ele atuou como homem da sobra, por conta da imposição e do arranque que ele tem. Mas a saída de bola dele não é muito boa. Então, as equipes que enfrentaram o Corinthians com o Cacá entre três zagueiros deixaram ele livre, para que ele fizesse a saída de bola, e o Cacá não se saiu muito bem.
No Corinthians, Cacá também ficou marcado por um episódio extracampo, ao ser multado por xingar jornalistas. Como principais conquistas na carreira, o zagueiro tem títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa do Brasil de 2026.
Cria do Cruzeiro
Cacá é formado na base do Cruzeiro e deixou o clube em 2020
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Bem antes de atuar pelo Corinthians, entre 2016 e 2020, Cacá defendeu as cores do Cruzeiro. Formado na Raposa, ele teve status de grande promessa, como analisa o setorista no ge Gabriel Duarte. O zagueiro fez parte da geração que venceu o Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2017 ao lado de jogadores que, atualmente, têm destaque nacional e mundial.
– Chegou ao profissional em momento de muita dificuldade do Cruzeiro, crises política e financeira. Mas foi um dos jogadores da base que conseguiu se firmar. Ele faz parte de uma geração vencedora da base, que tinha Maurício, do Palmeiras, Igor Thiago, do Brentford, hoje o vice-artilheiro da Premier League. O [Gabriel] Brazão, do Santos. Uma geração que teve conquistas importantes na base – contou Gabriel.
O jogador se profissionalizou em 2018 e, um ano depois, virou titular no Campeonato Brasileiro, em meio a problemas médicos de Léo e Dedé. Cacá teve sequência na equipe principal, mas perdeu a condição depois que Manoel e Ramon retomaram espaço com boas atuações.
O ano de 2019 também foi marcado pela prisão do jogador, na orla da Lago da Pampulha. Na época, ele estava em um carro, acompanhado de uma mulher, e foi apreendido com maconha. Anos depois, Cacá garantiu ter deixado os deslizes da juventude para trás.
Cacá nos tempos de Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro
Gabriel lembrou que, nos tempos de Cruzeiro, Cacá era destaque pela impulsão no jogo aéreo e pela qualidade técnica da saída de bola, e por isso era visto com um jogador com potencial de atingir o futebol europeu. Mas o momento turbulento do clube, rebaixado em 2019, fez com que o jogador fosse vendido ao futebol japonês no fim daquela temporada.
– O Cacá foi um jogador que se destacou nesse período e acabou sendo muito aproveitado no profissional depois do rebaixamento, em 2020. Mas por causa da crise financeira, o Cruzeiro encontrou uma proposta do futebol japonês e conseguiu vendê-lo. A projeção era de que ele conseguisse chegar à Europa, antes dessa crise financeira, mas por causa da necessidade de venda ele precisou ser vendido. Assim como outros jogadores, ele teve atrasos financeiros. Então ele acabou também preferindo deixar o Cruzeiro.
Depois de deixar Belo Horizonte, Cacá jogou pouco mais de duas temporadas no Tokushima Vortis, do Japão, e, em 2023, foi emprestado ao Athletico. No Furacão, o zagueiro foi titular, provocou o maior rival nas redes sociais, mas acabou fora dos planos e treinando separado do clube, que decidiu não exercer a opção de compra do jogador.
Reencontro com velho conhecido
Edu nos tempos de Cruzeiro
Bruno Haddad
No Vitória, Cacá reencontra Edu, companheiro de posição e ex-colega dos tempos de base no Cruzeiro. Edu é um ano mais novo e fez seu primeiro jogo como profissional em 2020, no ano em que Cacá deixou o clube.
Segundo a plataforma Ogol, eles entraram em campo juntos 28 vezes, com 16 vitórias, seis empates e seis derrotas entre 2017 e 2020. Foram três partidas pelo profissional e 25 em torneios sub-20.
Além de Edu, Cacá encontra em Salvador a concorrência de Neris, Riccieli, Camutanga, Luan Cândido e Edenilson. O volante Caíque também já foi utilizado na zaga por Jair Ventura.
Ficha técnica:
Nome: Carlos de Menezes Júnior (Cacá);
Nascimento: 25 de abril de 1999, em Visconde do Rio Branco (MG);
Posição: zagueiro;
Pé dominante: direito;
Clubes como profissional: Cruzeiro, Tokushima Vortis-JAP, Athletico, Corinthians e Vitória.
*Sob supervisão de Ruan Melo geRead More


