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Homem condenado por tentativa de assassinato de Trump é sentenciado à prisão perpétua

Homem condenado por tentativa de assassinato de Trump é sentenciado à prisão perpétua

 Veja momento em que suspeito de tentativa de assassinato contra Trump é detido
Ryan Routh, o homem condenado por uma tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi sentenciado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4).
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A sentença, dada pela juíza distrital dos EUA, Aileen Cannon, havia sido pedida pelos promotores do caso depois que um júri concluiu que o homem pretendia matar Trump, então candidato, quando apontou um fuzil atrás de uma cerca enquanto ele jogava golfe na Flórida, no dia 15 de setembro de 2024.
Eles argumentaram que o homem planejou o assassinato por meses, estava disposto a matar qualquer um que se colocasse em seu caminho e não demonstrou arrependimento nem remorso.
Ryan, que atuou como seu próprio advogado de defesa havia recomendado uma pena de 27 anos de reclusão. Ele negou ter tido a intenção de matar Trump, afirmou estar disposto a se submeter a tratamento psicológico para um transtorno de personalidade na prisão e sugeriu que os jurados foram induzidos a erro.
Ryan Wesley Routh participa de manifestação pró-Ucrânia em 30 de abril de 2022
Efrem Lukatsky/AP Photo
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado nesta terça-feira (23) pela tentativa de assassinar Donald Trump em 2024, em um campo de golfe.
A pena não foi divulgada, mas Routh pode enfrentar uma pena máxima de prisão perpétua.
Routh também foi considerado culpado de agressão a um policial federal e de diversas violações relacionadas a porte de arma de fogo.
Em uma rede social, Trump comemorou a condenação e afirmou que Routh era “um homem mau” e tinha “uma intenção maligna”.
No dia do crime, Routh foi flagrado por um agente do Serviço Secreto escondido atrás de arbustos no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. O agente atirou contra ele, mas Routh conseguiu fugir sem disparar nenhum tiro. Cerca de 45 minutos depois, ele foi preso pela polícia, enquanto dirigia.
“Esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”, disse o promotor John Shipley na abertura do julgamento, acrescentando que, sem a intervenção do agente do Serviço Secreto, “Donald Trump não estaria vivo”.
Após a condenação, Ryan Routh tentou furar o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido rapidamente por agentes de segurança e retirado do tribunal, informou a agência Associated Press (AP).
Esboço do tribunal mostra a juíza distrital dos EUA, Aileen Cannon, ouvindo Ryan Routh durante seu julgamento em 23 de setembro de 2025.
Lothar Speer via AP
Routh, que havia se declarado inocente de todas as acusações, optou por demitir seus advogados e se defender sozinho no julgamento. Na audiência, ele contestou pouco as acusações, enquanto testemunhas das forças de segurança detalhavam as provas do caso.
A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, disse em uma rede social que a condenação “ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que recorrem à violência política”. “Essa tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa própria nação.”
O julgamento no tribunal federal de Fort Pierce, na Flórida, ocorreu após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, que novamente colocou o aumento da violência política nos EUA no centro da discussão nacional. Trump foi alvo de duas tentativas de assassinato: a que levou à condenação desta terça (23) e outra, também em 2024, quando foi ferido na orelha durante sua campanha presidencial.
Suspeito de estar ligado ao tiroteio próximo a Trump foi detido pelo Gabinete do Xerife do Condado de Martin
Reprodução/Martin County Sheriff’s Office
*Com informações da Reuters e Associated Pressg1 > Mundo Read More