Honda revela causa de problemas no motor da Aston Martin e diz que solução pode demorar
Alonso tem problemas no carro e abandona testes na pré-temporada da Fórmula 1
A Honda, fornecedora de motores da Aston Martin na Fórmula 1 2026, apontou as constantes vibrações como principal causa dos problemas enfrentados pelo time inglês na pré-temporada – a equipe só apareceu no último dia de testes em Barcelona e, no Bahrein, sofreu com abandonos e restringiu a potência do carro.
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De acordo com a empresa japonesa, a vibração tem partido da parte de combustão do motor (a unidade de potência é metade à combustão, metade elétrica); com isso, a bateria sofre danos. Este foi o motivo para o carro de Fernando Alonso parar na pista no penúltimo dia de testes.
– As vibrações anormais observadas durante os testes causaram danos ao sistema da bateria, o que foi a razão primária para parar. Paramos porque sentimos que ele não deveria seguir naquele estado. Não é que um acidente era iminente ou algo do tipo, mas paramos porque era perigoso – disse Ikuo Takeshi, chefe do departamento de automobilismo da divisão de corridas da Honda.
Fernando Alonso olha seu Aston Martin parado na pista durante os testes da F1 no Bahrein
Reprodução
A chefia da Honda afirmou que está investigando o problema e trabalha em soluções, tanto no motor quanto no chassi. No entanto, a fornecedora admitiu que corrigir a falha será um desafio, especialmente por ainda não saber se o problema é a bateria em si. A suspeita é de que a vibração esteja sendo causada por vários componentes do carro, e a solução pode demorar.
– As vibrações causaram danos à bateria, então não podemos dizer se a bateria em si é o problema. Você pode imaginar como se o pacote da bateria estivesse sendo sacudido dentro da estrutura do carro. Basicamente, a área onde o pacote de baterias está fixado está vibrando. Se isso estivesse dentro do que era esperado, acredito que teríamos feito mais ajustes. Do jeito que está, suspeito que nos deparamos com uma situação bastante desafiadora – continuou Takeshi, antes de arrematar:
– Por exemplo, se a causa fosse identificada como algo relacionado à transmissão ou ao motor, seria muito mais fácil de resolver. No entanto, suspeito que múltiplos componentes estejam interagindo para gerar a vibração. Diante disso, não está claro se corrigir apenas uma peça será suficiente para solucionar o problema, então não podemos descartar a possibilidade de isso se arrastar. Ainda assim, em termos de determinação, estou absolutamente decidido a resolver isso rapidamente.
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Diante dos problemas no motor, a Honda dificilmente vai conseguir deixá-lo funcionando sem problemas na abertura da temporada. A expectativa é de que ele seja “competitivo” na terceira prova do ano.
– Estou mirando em reduzir a vibração antes da abertura do campeonato, mas minha intenção é de deixar o carro em um estado competitivo antes de Suzuka – concluiu Takeshi.
O abandono de Fernando Alonso passou longe de ser o único problema enfrentado pela Aston Martin durante os testes. A equipe de Silverstone foi a que menos deu voltas: na segunda rodada de pré-temporada, por exemplo, Stroll e Alonso completaram, somados, apenas 126.
Para piorar a situação, a Aston Martin é a única equipe que utiliza motores Honda. Como foram poucas voltas na pista, a equipe e a fornecedora ficam muito atrás das rivais em termos de obtenção de dados estratégicos.
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Rudy Carezzevoli/Getty Images
Para efeito de comparação, o motor Mercedes equipa quatro escuderias (a própria Mercedes, McLaren, Williams e Alpine). Juntas, elas deram 1.544 voltas nos três últimos dias no Bahrein, número 12 vezes maior que o da Aston Martin-Honda.
Os problemas de desempenho se materializaram no último dia de testes, quando Lance Stroll (único a pilotar no dia, já que as equipes revezam os pilotos em um carro na pré-temporada) deu apenas seis voltas – o canadense saía dos boxes, dava uma volta de reconhecimento, abria outro giro e retornava aos boxes.
Com 2h30 para o fim da sessão, a Aston Martin resolveu encerrar as atividades do dia e recolher os materiais. Para além da falha na bateria, a Honda também apontou a falta de peças como motivo para o encerramento precoce no Bahrein. geRead More


