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Jean-Luc Brunel: quem é o amigo de Epstein que liga o bilionário que comandava escândalo sexual ao Brasil

Jean-Luc Brunel: quem é o amigo de Epstein que liga o bilionário que comandava escândalo sexual ao Brasil

 Caso Epstein: justiça divulga mais documentos
Novos documentos do caso Jeffrey Epstein mencionam o Brasil em relatos sobre uma suposta intermediação para que o bilionário conseguisse prostitutas “quando quisesse”. Segundo os arquivos, a ligação com o país era feita com a ajuda do agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, um dos principais parceiros de Epstein.
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Os arquivos foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (30). Entre os documentos, está um depoimento prestado à Justiça da Flórida em 2010 por uma pessoa que afirma ter trabalhado para Brunel.
Segundo esse relato, Epstein viajava ao Brasil e mantinha contato com pessoas que forneciam garotas para prostituição, inclusive menores de idade. O depoimento diz que essas conexões no país eram feitas por meio do agente francês.
Jean-Luc Brunel era um agente de modelos com atuação no mercado internacional da moda. Ele foi cofundador da agência MC2 Model Management, nos Estados Unidos, criada com financiamento de Epstein.
Ao longo dos anos, Brunel foi acusado por diversas mulheres de abuso sexual. As investigações apontam que ele usava sua posição no mundo da moda para se aproximar de jovens, muitas vezes com promessas de contratos.
Brunel foi preso em 2020 no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, quando tentava embarcar para o Senegal. Dois anos depois, ele foi encontrado morto em sua cela na prisão, enquanto aguardava julgamento. As autoridades locais classificaram o caso como suicídio.
Ele também era era suspeito de estar envolvido na rede global de pedofilia organizada por Epstein.
Relação com Epstein e o Brasil
Jean-Luc Brunel, amigo de Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em prisão de Paris
Reprodução BFM TV
De acordo com o depoimento incluído nos documentos revelados recentemente, quatro garotas do Brasil teriam sido levadas por Brunel à casa de Epstein nos EUA para uma festa. Pelo menos duas delas seriam menores de idade, com idades entre 13 e 15 anos.
O relato afirma que Epstein pagava os vistos para que as jovens entrassem nos Estados Unidos.
Segundo a testemunha, as garotas teriam sido apresentadas a Brunel por uma mulher no Brasil descrita como uma “agente mãe”, responsável por intermediar o contato com modelos. O nome dela não aparece nos documentos.
O depoimento também menciona que Brunel mantinha contato com uma mulher que conseguia prostitutas para Epstein no Brasil “quando precisasse”.
As visitas de Brunel ao Brasil já haviam sido relatadas em uma reportagem do jornal britânico The Guardian, em 2019. Segundo a publicação, ele esteve no país em busca de modelos para trabalhar nos Estados Unidos.
A reportagem revela ainda que, ao visitar um apartamento em Miami ligado a Brunel, um repórter foi atendido por uma jovem que se identificou como modelo brasileira e disse estar no local para trabalhar para a agência dele.
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