Joia do Inter saiu do mesmo projeto de ex-Real Madrid e já tem 10 anos de clube; conheça a história
Qual vai ser o espaço de Allex dentro do time principal do Inter? Podcast ge debate
Allex aproveita o Gauchão para conquistar espaço no grupo do Inter. O “vestibular” promovido por Paulo Pezzolano faz o meia confirmar as virtudes que apresenta desde quando chamou atenção após disputar um torneio em Portugal.
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O menino, entre os nove e 10 anos, se divertia em uma escolinha em São Paulo, o R Soccer. O desempenho caiu no gosto de clubes europeus, mas não poderia seguir pela idade. Foi quando surgiu a oportunidade de realizar um teste no Colorado.
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No segundo treino, acabou aprovado. Allex deixaria a capital paulista pela experiência de viver no Rio Grande do Sul. Não foi o único.
Mãe de Allex cuida do “pacotão” paulista
O projeto em que atuava ainda enviou outras três promessas: Allan, irmão gêmeo do meia, Vinícius Tobias, vendido pelo Inter por R$ 36,8 milhões ao Shakhtar e com passagem pelo Real Madrid, e outro garoto.
Surgia a primeira dificuldade. Quem seria responsável pelas crianças? O quarteto ficou sob a tutela de Alessandra Silva, mãe de Allex e Allan. Mesmo sem a pretensão de deixar São Paulo, abandonou o trabalho nos Correios pelo sonho dos filhos.
— Foi tudo de repente, naquele período do acidente da Chape (2016). Primeiro vieram o Allex, Vinícius e o Varjão. Vim no ano seguinte com o Allan. Larguei o serviço para ficar com eles — recorda Alessandra.
Os desafios
A família se separava. Odair, que atualmente é motorista de aplicativo, continuou em solo paulista com a outra dupla de filhos gêmeos, Alef e Alison. Outro obstáculo apareceria. Além de confirmar a qualidade e vencer a saudade dos entes, como se sustentaria?
Allex quando estava na base do Inter
Arquivo pessoal
A família tinha parcos recursos. A AGN Football, empresa que gerencia a carreira do meia, entrou em cena e se prontificou a oferecer uma residência e bancá-los. A casa é a mesma que mora até hoje, próxima ao centro de treinamentos da base, em Alvorada. Os meninos começavam a trilhar o caminho.
— Somos bem humildes. Não temos vergonha. Eles iam a pé ao treino e pegavam chuva e sol — diz ela, orgulhosa.
Em casa, Allex era mais quieto. O encantamento estava em correr atrás da bola. Allan, que atuava como goleiro, não conseguiu prosperar. O futebol, no entanto, permaneceu como parceiro até hoje. Virou scout na empresa que agencia o irmão.
Como potencializar Allex
Entre os 14 e 15 anos, a parte física entrou em cena. As virtudes apareciam, mas se sabia que não seria alto (tem 1,67m) e demorou a encorpar. Começou a ter o acompanhamento de profissionais fora do clube.
Recebia os cuidados de um médico do esporte para prevenir lesões e uma nutricionista. O metabolismo era acelerado e sofria para ganhar peso. Passou por uma dieta com alimentos ricos em gordura boa com o objetivo de ganhar massa muscular.
Allex no período do R Soccer
Arquivo pessoal
O trabalho ofereceu atenção aos detalhes do campo. Àquela altura, jogava como ponta, mas a mobilidade e o estilo participativo indicavam que poderia atuar como segundo volante ou meia. Franzino e intenso, as características lembravam Fred e Tinga, conhecidos como “motorzinhos”.
Para evoluir, um analista dissecava as ações. O objetivo era aprimorar o que sobressaía e corrigir as dificuldades. Não adiantaria caso desse de ombros ao que lhe ensinavam. Tratou de absorver as lições dos representantes que precisava procurar o jogo, não apenas esperar a bola chegar.
No gosto de Pezzolano
Tem dado certo. Allex já foi convocado na base e sobe na hierarquia do grupo principal. Virou opção a Alan Patrick como criador e mesmo pelos lados, para disputar posição com Carbonero, Vitinho, João Victor, Bruno Tabata e Gustavo Prado.
É quem mais entrou em campo, com sete partidas, empatado com Tabata. Balançou as redes uma vez, na goleada por 4 a 0 sobre o Monsoon, e cruzou para Prado dar a vitória por 1 a 0 no Caxias. O brilho traz como recompensa o prato preferido, o estrogonofe de frango feito pela mãe.
— Fico nervosa, mas quanto mais o vejo melhorar e evoluir, mais orgulhosa eu fico — completa Alessandra.
Allex passou por toda a base do Inter
Arquivo pessoal
A timidez de outrora deu lugar ao menino extrovertido. Ou “da resenha”, como dizem no vestiário. O sorriso virou a marca, o que o ajudou a cativar os mais experientes, como Mercado e Tabata.
A trajetória de Allex começa a ser traçada. Na quinta-feira, tentará convencer Pezzolano que merece uma oportunidade diante do Palmeiras. Quem sabe não entra em campo e sai o primeiro gol no Beira-Rio?
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