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Juliana dos Santos mira bicampeonato brasileiro de surfe e projeta temporada

Juliana dos Santos mira bicampeonato brasileiro de surfe e projeta temporada

Cearense Juliana dos Santos é campeã brasileira de surfe
Aos 26 anos, o tempo de vida de Juliana dos Santos se confunde com o de surfe. São 21 de prática no mar. Juliana é cria do Titanzinho, celeiro de talentos na modalidade. Do início como brincadeira, até a primeira competição aos oito, o talento foi sendo aprimorado.
Para a próxima temporada, Juliana espera ir mais longe, conseguindo o apoio de patrocinadores. A intenção é conquistar o bicampeonato brasileiro, além da possibilidade de disputar mais etapas do Sul-Americano e chegar ao Challenger Series, que é o circuito de acesso à elite do surfe.
– Eu aprendi muito rápido a acertar. Naquela época, a gente morava dentro do mar, praticamente – conta.
Na região em que nasceu, foi criada e vive até hoje, o surfe vai bem além do esporte, é uma ferramenta social, que leva crianças e adolescentes a um rumo melhor. Juliana é fruto de um dos projetos realizados por lá: a “Escolinha do Fera”. Da trajetória na infância e adolescência até a profissionalização, foram 15 anos.
Entre as principais conquistas estão os títulos de:
Campeã Brasileira Taça Brasil (2025);
Duas vezes vice-campeã brasileira profissional (2023 e 2025);
Campeã Brasileira Profissional (2024);
3º lugar no Pan-Americano Surf Games (2024).
Juliana dos Santos e Michel Roque vencem etapa do surfe em Fortaleza
Juliana sonha em alcançar resultados ainda maiores, internacionais. Dentre as experiências que teve fora do país, está o “Isa Games”, em 2025, disputado em El Salvador. Apesar da classificação não ter sido boa, ela já considera uma vitória a participação junto aos melhores do mundo.
– Essa classificação para o mundial é muito importante, porque é um experimento estar entre os melhores do mundo. Especial demais. Eu estava lá, representando o Brasil, e, por exemplo, não tive uma boa colocação. Mas essa vaga já é um troféu gigante na minha carreira.
A outra experiência internacional foi Pan-Americano, em 2024, em Punta Rocas, no Peru. Parece pouco, e realmente é, diante da possibilidade de crescimento de carreira da atleta cearense. Mas ela conta que ainda esbarra nas dificuldades financeiras e falta de patrocinadores para alçar voos maiores.
Apesar das limitações, Juliana é a atual líder do ranking da Taça Brasil (que funciona como uma divisão de acesso) e 2º colocada no Dream Tour (elite). Terminou a última temporada com vitória em casa, vencendo a etapa do Circuito Brasileiro de Surfe 2025, na Praia do Futuro, em Fortaleza. Essa disputa funcionou também como etapa do Sul-Americano, mas a competição não conseguiu ser o foco de Juliana durante o circuito.
Juliana dos Santos
DS Images
– Infelizmente, nessa temporada eu havia perdido o meu patrocínio principal. O contrato acabou e, no ano, não consegui ir para as outras etapas do futuro Sul-Americano.
A atleta só conseguiu participar da competição, inclusive, com o apoio de uma inscrição social.
Do Titanzinho, são também as referências de Juliana, a principal, Tita Tavares, mas não deixa de mencionar Fábio Silva e também Pablo Paulino. A realidade seguindo na comunidade se confunde com a das crianças que hoje trilham um caminho que Juliana iniciou um dia.
– É bacana ver o quanto as crianças estão se dedicando, todos os dias. E a gente tem que ser bem representado, para estar nas competições. Eu me vejo como comecei, sempre acreditando que melhor que pode vir.
Por lá, ela divide a rotina entre o mar e atividades multifuncionais, como musculação. Além disso, inclui yoga, acompanhamento psicológico.
Juliana dos Santos
Marcio David
– No todo, esse acompanhamento é complexo, muito importante. O atleta não vive só de entrar e sair da água. Tem que ter uma preparação, tanto mental, quanto física. Tem que manter a cabeça boa e os seus objetivos sempre vivos, né?
Estar no mar e ter essa relação tão próxima e desafiadora é mais do que uma profissão pra Juliana. É nas ondas que ela se sente bem e encontra o seu lugar.
– É um tratamento terapêutico todos os dias que eu tenho dentro do mar. É uma conexão divina, com o Criador. Então é um sentimento de gratidão mesmo estar dentro do mar e poder estar dentro do esporte. geRead More