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Justiça do Paraná garante participação de Tifanny na Copa Brasil após veto de vereadores

Justiça do Paraná garante participação de Tifanny na Copa Brasil após veto de vereadores

Tifanny fala sobre os avanços no debate sobre atletas transsexuais
O juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da Vara da Fazenda Pública de Londrina, no Paraná, concedeu na tarde desta sexta-feira (27) uma liminar para que a atleta Tifanny Abreu, do Osasco, participe da semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. A decisão faz parte do processo iniciado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que contestou um requerimento aprovado pela Câmara Municipal para vetar que jogadora trans de competisse na cidade.
A entidade também protocolou uma contestação no Supremo Tribunal Federal (STF), que está sob relatoria e aguarda parecer da ministra Cármen Lúcia, que já atuou em casos relacionados ao tema.
Tifanny durante jogo contra o São Caetano pela Superliga Feminina
Carolina Oliveira / Osasco
O processo na justiça paraense teve o sigilo suspenso, mas a íntegra da decisão do juiz ainda não é pública. Entretanto, já foi determinada a intimação ao município. Tanto a prefeitura, quanto a câmara foram procuradas, mas até o momento não se posicionaram sobre a ordem judicial.
A CBV destaca que Tifanny “está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans”. O Osasco enfrenta o Sesc-Flamengo nesta sexta-feira, às 18h30 (de Brasília), em partida pela semifinal da Copa do Brasil, com transmissão do sportv2.
Lei municipal originou pedido do veto
Em abril de 2024, foi promulgada a lei municipal 13.770, de autoria da vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (PP). A legislação afirma ser “expressamente proibida a participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas, coletivas ou individuais, cuja manutenção das atividades ou realização seja vinculada, direta ou indiretamente, à Prefeitura”. Um dos parágrafos da lei inclui, no rol de proibições, não apenas pessoas transgênero, mas também termos como “gay, lésbica, bissexual” e até “cisgênero”.
Nesta semana, Jessicão protocolou um requerimento em caráter de urgência solicitando o veto à participação de Tifanny. A medida teve 14 votos favoráveis e três contrários. geRead More