Líder da Assembleia Nacional da Venezuela promete aprovação de Lei de Anistia na terça-feira e libertação de presos políticos até sexta
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anuncia libertação de prisioneiros durante coletiva de imprensa em Caracas
Gaby Oraa/Reuters
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, prometeu nesta sexta-feira (6) a aprovação da Lei da Anistia até a próxima terça-feira (10) — e que todos os presos políticos do país serão libertados em até uma semana.
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“Já aprovamos a lei ontem. Na terça-feira, ela terá a segunda discussão e será aprovada definitivamente. Vamos corrigir todos os erros que foram cometidos”, disse o deputado chavista
“Todos estarão livres até sexta-feira, no máximo”, prometeu Rodríguez do lado de fora do centro de detenção da Polícia Nacional conhecido como Zona 7, onde ele se reuniu com familiares de presos políticos.
O encontro ocorreu um dia após a primeira leitura da lei de anistia no Parlamento e quase um mês depois de a presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA, anunciar a libertação de presos.
Jorge e Delcy Rodríguez, duas das figuras mais poderosas do chavismo, são irmãos.
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Lei da Anistia
Na quinta (5), o projeto de lei de anistia, que concede perdão imediato a pessoas presas por participarem de protestos políticos ou criticarem autoridades, recebeu a primeira aprovação dos legisladores na Assembleia Nacional.
A proposta também prevê a devolução de bens dos detidos e o cancelamento de alertas da Interpol e de outras medidas internacionais impostas pelo governo. Na prática, isso permitiria o retorno ao país de opositores que vivem no exterior.
O texto foi aprovado por unanimidade na primeira de duas votações necessárias na Assembleia Nacional, controlada pelos chavistas. Ainda não há data para a segunda sessão de debate.
Anunciada na semana passada pela presidente interina Delcy Rodríguez, a lei pode levar à libertação de centenas de pessoas, caso seja aprovada na forma atual. A medida também tende a agradar ao governo dos Estados Unidos, que tem elogiado solturas de presos.
“O caminho desta lei será cheio de obstáculos, cheio de momentos amargos… não teremos apenas que engolir em seco… mas também engolir sapos”, disse Jorge Rodríguez, na quinta. “Pedimos perdão e também precisamos perdoar.”
Há anos, oposição e organizações de direitos humanos afirmam que o governo usa detenções para reprimir dissidentes, incluindo políticos, integrantes das forças de segurança, jornalistas e ativistas, com acusações arbitrárias como terrorismo e traição.
O governo sempre negou a existência de presos políticos.
Delcy Rodríguez assumiu o poder após os Estados Unidos capturarem e deporem o ditador Nicolás Maduro e vem atendendo a exigências americanas sobre acordos de petróleo. O governo também já vinha libertando gradualmente pessoas classificadas como presas políticas pela oposição.g1 > Mundo Read More


