Parlamento britânico aprova divulgação de arquivos confidenciais relacionados a ex-príncipe Andrew
Príncipe Andrew deixa a delegacia de Aylsham, no Reino Unido, após ser detido nesta quinta (19)
Phil Noble/Reuters
Parlamentares do Reino Unido aprovaram nesta terça-feira (24) a divulgação de documentos confidenciais relacionados à nomeação do Andrew Mountbatton-Windsor como enviado comercial, dias após o ex-príncipe ter sido interrogado pela polícia por seus vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
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A aprovação ocorreu em votação simbólica na Câmara baixa do parlamento britânico, conhecido como Câmara dos Comuns. Os documentos não haviam sido divulgados até a última atualização desta reportagem, e ainda não se sabe quando que isso vai ocorrer. O governo deixou claro que não quer interferir na investigação contra Andrew.
O ex-príncipe, que é irmão do rei Charles III, foi preso na semana passada sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público e ficou cerca de 11 horas na delegacia para depor à polícia.
As autoridades britânicas investigam se Andrew enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, como indicado por arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro.
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Documentos podem constranger ex-ministros e a família real
Parlamentares de partidos de oposição se revezaram para criticar Mountbatten-Windsor. Pelo menos quatro deputados disseram que a convenção que protege a família real no Parlamento deveria acabar.
“Essas regras arcaicas ridicularizam nossa democracia”, disse Brendan O’Hara, parlamentar do Partido Nacional Escocês. “Ninguém, independentemente de posição ou privilégio, deve estar acima da lei.”
O presidente da Câmara dos Comuns autorizou os parlamentares a discutir o ex-príncipe com base no fato de que ele já não é membro da família real, tendo sido destituído de seus títulos.
Os Liberal Democratas pressionaram o governo a divulgar todos os documentos relacionados à sua nomeação por meio de um procedimento parlamentar antigo conhecido como humble address.
Bryant afirmou que o governo apoiava a moção, que foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares.
Houve baixa presença de deputados do Partido Trabalhista, no poder, e dos Conservadores, principal partido de oposição.
Bryant disse que tentaria garantir a divulgação dos documentos o mais rápido possível, mas que autoridades precisariam verificar se isso não interferiria na investigação policial.
A publicação dos documentos de verificação pode constranger figuras que serviram no governo do então primeiro-ministro Tony Blair, quando ele foi nomeado, assim como membros da família real britânica, que enfrenta sua pior crise em 90 anos devido às conexões de Mountbatten-Windsor com Epstein.g1 > Mundo Read More


