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Pressão de Trump sob a Groenlândia faz ‘chover’ candidatos ao serviço militar da Dinamarca

Pressão de Trump sob a Groenlândia faz ‘chover’ candidatos ao serviço militar da Dinamarca

 Jovens reforçam defesa da Dinamarca
A Dinamarca registrou um aumento no número de candidatos ao serviço militar em meio ao reforço da defesa do país diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia.
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O alistamento no país é obrigatório, mas o volume de voluntários tem sido suficiente para preencher as vagas. Alguns candidatos chegam a ser rejeitados, mesmo após a ampliação do tempo de serviço de quatro para 11 meses.
Um grupo de 120 novos soldados está participando de um teste para o novo modelo com treinamento maior. Segundo o coronel Kenneth Strøm, chefe do programa de recrutamento, a mudança permite ampliar a capacidade de combate com mais rapidez.
“Acho que isso dá mais oportunidade de aprender e ganhar mais experiência”, disse Leorah Olsen, recruta de 19 anos, ao comentar o aumento do tempo de serviço.
A decisão de ampliar o período de alistamento foi adiada por anos. Segundo Peter Viggo Jacobsen, da Academia de Defesa da Dinamarca, o cenário mudou após Trump ameaçar tomar a Groenlândia.
Também pesou na mudança uma avaliação da inteligência militar que indicou que, em caso de ataque russo, os Estados Unidos poderiam não ajudar a Dinamarca.
“A Dinamarca estava adiando e esperando que não fosse necessário. Mas então Trump apareceu em janeiro do ano passado e começou a ameaçar tomar a Groenlândia”, afirmou.
“Se não podemos confiar nos americanos, e os russos estão realmente vencendo, então estamos em um mundo completamente novo.”
O coronel Kore Jacobsen, comandante de regimento, disse que o contexto internacional faz parte do treinamento das novas tropas.
Sebastian Heddegard, um recruta de 23 anos, disse que está animado com o serviço militar, apesar dos riscos. Questionado se o risco maior viria dos Estados Unidos ou da Rússia, ele respondeu: “Do mundo inteiro. Do jeito que as coisas estão”.
“Obviamente ir à guerra é uma parte importante, mas talvez não aconteça. Vou viver um dia de cada vez.”
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REUTERS/Stoyan Nenov
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