Processo nos EUA contra ex-goleiro Doni tem depoimento marcado para maio
Ex-goleiro da seleção, Doni é processado nos EUA por acusação de golpes
A Justiça americana marcou para 1º de maio um depoimento de representantes da D32 Wholesale, empresa do ex-goleiro da Seleção Brasileira Doni Marangon e de Werner Macedo suspeita de causar prejuízos a investidores de imóveis nos EUA.
O despacho foi dado nesta terça-feira (10) após realização de uma audiência de apenas quatro minutos por videoconferência entre os advogados dos donos da D32 e de duas pessoas que contrataram a construção de uma casa em Palm Bay, na Flórida, em 2021.
No processo, elas e que pedem o reembolso de mais de US$ 59,6 mil, o que equivale a mais de R$ 300 mil. Antes da audiência, o Tribunal da Flórida chegou a determinar prisão aos sócios da empresa em caso de não comparecimento.
Após aposentadoria dos gramados, ex-goleiro Doni virou empresário
Marcello Carvalho
O negócio captava recursos no Brasil e no exterior com a promessa de rendimentos de até 15% ao ano com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão no estado da Flórida.
Um dos empreendimentos anunciados é o Camila Homs, em Silver Springs Shores, a cerca de uma hora e meia de Orlando.
O empreendimento foi lançado em 2022 e previa a construção de 529 casas mais um campo de golfe.
Apesar de as obras estarem paradas ou abandonadas, investidores continuaram recebendo relatórios financeiros que indicavam lucros. As informações agora são contestadas na Justiça americana.
Doni chegou a jogar na Seleção e foi convocado para a Copa de 2010
Ross Dettman/Getty Images
A operação da D32 ganhou repercussão na imprensa de Orlando depois que projetos de construção liderados pela empresa foram abandonados na Flórida, deixando obras inacabadas, prejuízos e moradores exigindo providências.
Documentos do Tribunal da Flórida mostram que Doni e o sócio foram intimados a comparecer a uma audiência no Fórum de Orlando, prevista para esta terça-feira para tratar de uma dívida de 59 mil dólares, o equivalente a R$ 309 mil, da empresa D32. A ação foi movida por duas mulheres, moradoras de Orlando.
A EPTV apurou que caso o ex-goleiro e o sócio não compareçam, o juiz pode determinar até mesmo a prisão dos dois, não devido à dívida, mas por descumprimento de ordem judicial, o que é previsto pela legislação americana.
Se emitido, o mandado de prisão tem validade apenas em território americano.
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