Renê elogia “rivalidade boa” com Arana no Fluminense e deixa titularidade com Zubeldía: “Quero é ser campeão”
Em alta com Zubeldía, Renê busca primeiro título com o Fluminense
Conviver com concorrência é algo normal para Renê. Foi assim em boa parte na carreira e não é diferente no Fluminense. Ele até gosta. Diz que ajuda a melhorar como profissional. Por isso, vê a presença de Guilherme Arana como uma rivalidade positiva no Tricolor. Em entrevista para o ge e para a TV Globo, ele rasgou elogios ao companheiro de lateral-esquerda e até saiu em defesa de sua possível convocação para a Copa do Mundo.
— Rivalidade é sempre boa, né? Acho que, quando você tem jogadores de alto nível do seu lado, acaba rendendo mais, elevando o nível. Acredito que isso me ajuda. Eu sei que brincam comigo, dizendo que agora eu estou bem melhor depois que o Arana chegou, mas acho que é mais pelo ponto de vista de ele ter chegado, né? Porque, no ano passado, eu também fiz um bom ano. Levo comigo que, quando você tem um cara de alto nível ao seu lado, você eleva o seu próprio nível. Então, vou ter que estar focado e melhorar — afirma Renê, que mantém os elogios ao companheiro:
— Ele estava na Seleção, é um cara que, na minha opinião, jogaria a Copa do Mundo se não tivesse se machucado. É alguém que vem brigando para ser o melhor lateral do Brasil há vários anos. Tem experiência. É claro que temos estilos um pouco diferentes: ele é mais ofensivo, e eu sou mais construtor. Mas é um cara que veio para nos ajudar, e vem dando certo. Quem está jogando, está jogando bem. O que eu quero é conquistar títulos, ser campeão.
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Renê vê rivalidade positiva com Arana no Fluminense e elogia: “Estava na seleção”
A diferença de estilos entre os dois faz com que os concorrentes também possam ser aliados. No clássico contra o Botafogo, pelo Brasileirão, por exemplo, Luis Zubeldía escalou Renê e Guilherme Arana juntos em campo. Um de lateral, o outro de ponta. Nada que surpreenda ao camisa 6, que vê com bons olhos essa possibilidade.
— Acho que, quando o Arana chegou, ele falou na entrevista dele que já vinha jogando mais na frente no Galo, né? Acho que ele já jogou de meia, de ponta. Então, no último clássico agora contra o Botafogo, jogamos juntos e nos entendemos bem ali. Mas vai depender do que o professor pedir: se for para jogar juntos ou separados, a gente está aqui para dar o nosso melhor. Ele é um cara que pode atuar em outras posições, então acabou encaixando bem. Eu jogo um pouco mais atrás, e ele mais adiantado. Mas o importante é o Fluminense sair com a vitória e conquistar seus objetivos.
Renê e Lucho se posicionam para cobrança de falta
LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Em 2026, Renê tem se notabilizado como cara das bolas paradas do Fluminense. Na verdade, das jogadas ensaiadas. Contra o Grêmio, deu assistência para um golaço de Lucho Acosta. Em outros jogos, mais jogadas chegaram perto de balançar as redes. Ele dá crédito para Luis Zubeldía e Carlos Gruezo, a quem menciona como responsáveis por essa sua versão.
— A gente vem trabalhando desde a chegada do professor (Zubeldía) com a comissão dele. O Carlos (Gruezo) tem dado muita moral para a gente que é da bola parada. Ele sempre conversa comigo, com o Lucho, agora com o Savarino, que chegou também, com o Ganso. A gente vem treinando algumas jogadinhas ensaiadas, sempre procurando fazer algo diferente, de acordo com o adversário. Graças a Deus, vem dando certo. A gente sabe que a bola parada ajuda bastante. Estamos sempre aprendendo alguma coisinha. Talvez, para o jogo contra o Vasco, apareça alguma novidade.
Renê, claro, não quis dar dicas sobre essa possibilidade de jogadas ensaiadas contra o Vasco.
Não, não. Aí eu perco meu emprego (risos). Acho que contra o Vasco não vai ter jogada ensaiada, vamos mandar todas na área
Renê brinca com jogadas ensaiadas e não entrega ouro para o Vasco: “Vai ser tudo na área”
O lateral-esquerdo também tem sido alvos de brincadeiras no CT Carlos Castilho. Numa atividade do perfil oficial do Fluminense, Samuel Xavier brincou que Renê estava “tomando um veneno” e fazendo um bom jogo. O assunto virou febre entre os torcedores. Ele explica o que estava acontecendo naquele momento.
— Samuel é o cara da resenha. Já jogamos muito juntos. Quando estamos ali, é só resenha. No jogo passado, eu estava com ele, e o Martinelli estava grampeado; agora, ele que estava. Acabou falando, na hora, que eu tinha tomado um “veneno”. Eu falei para ele: “Pô, você quer entregar meus segredos todos? Primeiro falaram que era tadalafila, agora é veneno?” Mas é trabalho. A gente vem trabalhando, procurando sempre melhorar. Às vezes, a gente toma um suplemento pré-jogo, alguma coisa para dar um gás a mais. Esse “veneno” é o suplemento que a gente toma antes do jogo. Aí ele falou: “Ele está envenenado hoje.” Eu disse: “Pô, você está entregando todos os segredos agora.” Mas é brincadeira nossa do dia a dia. O Samuquinha é um cara por quem eu tenho um carinho especial, dentro e fora de campo.
— Hoje ele já estava falando de novo. Eu falei: “Pô, passou no Globo Esporte, cara. Tu falando que eu tomei um veneno lá.” Aí eu disse: “Agora você fica entregando as coisas, vão me cobrar.” Se ele falou, está falado: foi o veneno. Então vamos continuar tomando o “veneno” agora.”
Confira outras resposta de Renê:
Longevidade: “Vou dizer que eu sempre sonhei com isso, né? Jogar só em clubes grandes e passar muito tempo em cada clube, né? Consegui, até agora, fazer isso, né? Espero que eu consiga seguir nesse espaço. Espero ficar aqui no Fluminense por bastante tempo e, quem sabe, fazer mais 200 jogos, como eu fiz nas outras duas equipes pelas quais passei, e também conquistar títulos, que é o que eu sempre sonhei, o que o clube espera e é para isso que eu vim aqui: para conquistar, voltar a levantar a taça”
Vantagem de passar tanto tempo nos clubes: “Acho que a vantagem é você conhecer o clube, o dia a dia, a história, como é a torcida, como é a equipe, né? Então, a gente vê que, no ano passado, a equipe mudou pouco, e este ano também. Eu acredito que isso é um fator positivo, isso ajuda bastante a gente ali dentro de campo. E eu sempre gostei também de não ficar me mudando muito, sabe, galera?
Eu sou um cara que gosta de ficar bastante tempo no mesmo lugar, ter um endereço fixo ali. Mas eu também me adapto fácil aonde eu vou, graças a Deus. Voltei para o Rio, um lugar que eu já conheço, então espero passar muito tempo aqui. É sempre bom passar bastante tempo no clube. É claro que também existem algumas desvantagens: com o tempo, se não ganhar, acaba que a torcida quer ver outros jogadores passarem.”
Entenda bem o espanhol do Zubeldía? “Ele fala um pouco com gestos, né? Então isso ajuda na interpretação. Eu falo que sou bom de mímica, mas ele é um cara que sempre tenta explicar bem. Às vezes, fala um pouco em português, às vezes mistura ali, mas eu consegui entendê-lo bem. Ele até fala um pouquinho mais lento. Eles são um pouco acelerados, mas, na hora de explicar, explicam com calma. Ele e os auxiliares dele também têm ajudado bastante. E a gente vai se entendendo na mímica, na interpretação, nos gestos.”
Onde você quer estar no final de 2026? “Mundial de Clubes, né? Acho que essa é a meta de todo time brasileiro: ser campeão, buscar a Copa do Brasil e a Libertadores, que são a cereja do bolo. Este ano estamos de volta. Claro que a gente sabe que é muito difícil. Há investimentos pesados no Brasil, times muito fortes, ano de Copa do Mundo, calendário mais apertado. Mas a gente vai fazendo a nossa parte. Temos feito bons jogos, principalmente em casa, mostrando a nossa força. Claro que precisamos melhorar um pouco fora de casa, porque quem quer ser campeão, quem quer chegar lá em cima e sair do G4 para conquistar o título, precisa vencer fora. A gente tem essa meta. É jogo a jogo. Agora é o Carioca. Antes do segundo jogo da semifinal, temos o Palmeiras fora de casa, um jogo importante pelo Brasileiro. Mas pensamos campeonato a campeonato. Neste momento, nossa meta é o Carioca, que é o próximo objetivo: conquistar a taça. Acho que é isso que deixa o nome na história, é isso que é bom de ser lembrado. Quando você parar, é importante ver que não só jogou, mas conquistou. Quero colocar meu nome junto com os que você falou, caras que foram campeões aqui e estão marcados na história. Espero que, no fim do ano, quando a gente se encontrar de novo, eu possa estar nessa história junto com esses grandes do Fluminense. Coisa boa.”
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