Revelado no Fluminense, Digão ataca de dirigente no Bangu e garante: “Não caí de paraquedas”
Eu não caí de paraquedas. Eu me preparei para isso.
Quem se acostumou a ver Digão vestindo grandes camisas do futebol brasileiro, em especial a do Fluminense, terá que se acostumar a vê-lo fora de campo. Inclusive, nesta segunda-feira, terá um reencontro especial na sua vida pessoal. Ex-zagueiro, ele agora atua como gerente de futebol do Bangu, adversário do Tricolor nas quartas de final do Campeonato Carioca.
Digão conta bastidores da virada do Fluminense sobre o Cruzeiro em 2009
Mas se engana quem acredita que essa mudança aconteceu do dia para a noite. Ao ge, Digão revela que já pensava em ser dirigente desde quando jogava — indo de encontro ao caminho de treinador, algo natural para os ex-jogadores. Ele também rasga elogios a nomes como Paulo Angioni, Rodrigo Caetano e Fabinho Soldado, a quem agradece ao aprendizado.
— Minha preparação começou quando eu ainda jogava. O Paulo Angioni é um cara que admiro muito no futebol. Eu sentava na sala dele e pegava experiência. E outros também como Fabinho Soldado, Rodrigo Caetano… No final de carreira, eu já pensava muito nessa transição. Já me via nessa função que exerço no Bangu. Sempre brinquei que nunca tive vontade de ser treinador — conta o agora ex-zagueiro.
Digão como dirigente do Bangu
Ascom/Bangu
Contratado pelo Bangu no final de 2024, Digão já viveu os dois lados da mesma moeda no clube. No ano anterior, viu o Alvirrubro amargar o rebaixamento no Carioca. Meses depois, o acesso e o retorno à elite. Agora, tem pela frente o Fluminense nas quartas de final. Para ele, mais um passo importante na curta carreira.
Nos bastidores, Digão é considerado um profissional “observador” de campo. Por ser ex-jogador, costuma dar orientações para os atletas, principalmente os zagueiros. No Bangu, sua passagem profissional o faz ter o respeito dos mais jovens. Como dirigente, também é elogiado.
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Ao ge, Digão também fala sobre as dificuldades da transição. Seu maior temor era de não ser aceito como dirigente. No entanto, já acreditar estar adaptado ao Bangu e vive um “período de aprendizados”.
— Maior dificuldade foi a transição de carreira, se você vai ser aceito. Mas eu me preparei para esse momento. Estudei, fiz cursos, estágios… Quando você se prepara, as coisas acontecem. Meu maior medo era não ser aceito. Aprendizado eu tiro todos os dias. Aprende com atleta, pessoal da cozinha, nutricionista, com todos. Lembro que o Fabinho Soldado também fez essa transição no Bangu e disse que eu ia aprendeu muito.
Digão defendeu o Fluminense em 183 partidas e conquistou dois títulos nacionais e o estadual. Nesta segunda-feira, os clubes se enfrentam pelas quartas de final do Campeonato Carioca. Quem avançar, enfrenta o Vasco na próxima fase da competição.
— O futuro da minha carreira é ter como inspiração alguns amigos como Angioni, Caetano, Fabinho, que me inspiram. Estou longe de ser o que eles são hoje, mas é o que alcanço futuramente, ser pelo menos 50% do que esses caras são para o futebol.
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Digão como dirigente do Bangu
Ascom/Bangu
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