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Saiba como Seabra molda Coritiba com autonomia para os jogadores

Saiba como Seabra molda Coritiba com autonomia para os jogadores

Operário-PR e Coritiba empatam e deixam decisão aberta para o jogo de volta
O sucesso do Coritiba em 2026 não depende apenas de um esquema tático rígido desenhado no dia a dia, mas sim da capacidade de seus atletas pensarem por conta própria quando a bola rola. Em suas recentes declarações, o técnico Fernando Seabra deixou claro que, embora a comissão técnica entregue um “mapa” para as partidas, são os jogadores que devem decidir o caminho final.
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Seabra acredita que o papel do treinador é facilitar a vida do atleta, criando um ambiente onde ele possa brilhar. No entanto, ele reconhece que o futebol é dinâmico demais para ser totalmente previsto. A estratégia serve como um norte, mas a execução real pertence a quem está com a bola no pé.
— A gente sempre vai estudar o jogo e propor um plano estratégico para que tenha vantagens para defender e para atacar. Isso, na verdade, é para criar um cenário mais favorável para que os jogadores consigam se impor. Agora, a execução disso e as soluções dentro disso, elas são sempre dos jogadores — disse Seabra.
Vini Paulista, volante do Coritiba, e o técnico Fernando Seabra
JP Pacheco/Coritiba
O entrosamento e a inteligência tática não surgem da noite para o dia. Segundo o técnico, o desenvolvimento do time é um processo contínuo de trocas, onde o erro e o acerto fazem parte da evolução. Ele destaca que o repertório de soluções dos atletas deve ser baseado em conceitos sólidos, e não em tentativas aleatórias.
— É um processo de aprendizagem coletivo e ele não é linear. Ele depende das interações entre treinador, staff e jogadores, entre os jogadores em si. As soluções são baseadas em conceitos — falou o treinador.
Um dos pilares da gestão de Seabra é a autonomia. O treinador entende que o adversário também joga e frequentemente altera o cenário previsto. Por isso, ele incentiva que os jogadores tenham a “liberdade com responsabilidade” para ajustar o plano de jogo em tempo real, sem medo de ousar quando a situação exigir.
— O jogador também precisa se sentir autônomo e responsável por encontrar soluções para os problemas que muitas vezes não estão previstas. Muitas vezes um cenário mudou porque um jogador adversário teve uma leitura ou uma ideia — apontou o comandante.
Operário-PR 2 x 2 Coritiba: assista aos gols do jogo pela semifinal do Paranaense 2026
Para que esse modelo funcione, o elenco precisa de segurança emocional. Seabra afirma que já percebe uma evolução no grupo, especialmente quando os atletas criam variações próprias para resolver problemas em campo. O objetivo final é unir o compromisso tático à inteligência individual.
— É fundamental que essa liberdade seja incorporada pelos jogadores e que o treinador dê espaço para que eles exercitem essa autonomia. A gente valoriza tanto o comprometimento com aquilo que é proposto quanto a capacidade de leitura e a inteligência para resolver o problema da equipe — completou.
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Seabra fez 10 jogos no comando do Coritiba, com 60% de aproveitamento (cinco vitórias, três empates e duas derrotas).
No sábado, o Coxa ficou no empate por 2 a 2 contra o Operário-PR no duelo de ida da semifinal do Paranaense. Assim, o vencedor no duelo de volta, no Couto Pereira, garante a vaga na final do Paranaense. Em caso de nova igualdade, a decisão do finalista será nos pênaltis. A partida está marcada para o sábado, às 16h (de Brasília). O ge acompanha tudo em Tempo Real. geRead More