Seleção feminina enfrenta Costa Rica e dá início ao planejamento até a Copa do Mundo de 2027
A seleção feminina tem nesta sexta-feira seu primeiro compromisso do ano diante da Costa Rica, a partir de 22h (de Brasília), no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajauela. O objetivo do técnico Arthur Elias é nesta data Fifa testar jogadoras e fazer uma alta rotação em relação aos nomes. Ele quer repetir a mesma característica também na próxima data Fifa – entre 7 e 18 de abril, no Fia Series, em Cuiabá. A partir de junho, na convocação para enfrentar os Estados Unidos, passar a repetir mais o grupo e encaminhar nomes mais frequentes com a camisa da seleção. Até lá, quem se destacar pode entrar no radar do técnico do Brasil.
– O plano realmente anual é esse, das duas primeiras convocações, a gente faz uma rotação bem significativa de uma convocação para outra e a partir da convocação dos Estados Unidos a gente tem um grupo que vai se repetir mais. É claro que sempre a Seleção Brasileira vai estar aberta a jogadoras que estão vivendo um bom momento, mas é importante isso para que a gente consiga dar outros passos, passos adiante no trabalho, na questão de consistência tática, de várias situações que a gente não pode toda a data Fifa ficar retomando. Então, a gente precisa ter uma sequência e isso vai fazer a seleção brasileira crescer e crescer contra adversários fortes. Então, o plano é esse a partir do meio do ano, mas até lá tem muito trabalho. O que importa também é pensar quando a gente está na convocação, no curto prazo e agora no jogo de amanhã contra a Costa Rica – afirmou Arthur Elias.
Arthur Elias também comentou sobre os objetivos para o ano de 2026. Para ele, o importante é assegurar consistência na performance e não ter que lidar tanto com oscilações. O treinador lembra que a atual temporada é decisiva para a Copa de 2027, pois no próximo ano serão apenas duas convocações antes da lista definitiva para a disputa da competição mundial em casa.
– Acho que os resultados continuarem acontecendo, acho que é fundamental a seleção vencer. Tivemos alguns resultados negativos, principalmente o jogo da França, uma virada, ainda que foi muito falta o primeiro gol, mas enfim, tomamos uma virada, depois o jogo contra a Noruega foi um jogo bem abaixo, então a gente teve uma certa oscilação. Agora, como eu digo, com essas trocas de jogadoras o tempo inteiro, troca de plano não é fácil fazer o que a gente tem feito, mas é o que eu acredito que vai fazer a gente ter as melhores escolhas, a melhor preparação para a Copa do Mundo. Esse ano que eu quero buscar na seleção realmente é essa consistência, além do resultado, a consistência de performance, e obviamente, como eu disse, a gente ter um grupo mais próximo, mais repetido para se aproximar de 2027, porque em 2027 são apenas duas convocações, uma logo no início do ano, onde as atletas não vão estar na melhor condição física e a outra já é a última convocação da Copa, então precisamos aproveitar muito bem esse ano para trazer essa continuidade para um bom grupo de jogadoras.
Arthur Elias orienta as jogadoras da seleção brasileira
Lívia Villas Boas/CBF
Para o duelo contra a Costa Rica, uma antiga conhecida e rival. O comando da adversária está com a técnica brasileira Lindsay Camila, campeã da Libertadores com a Ferroviária em 2021. Arthur Elias ressaltou que pode ser um ponto de cuidado justamente pela treinadora conhecer as atletas da seleção brasileira e como elas atuam.
– A gente tem acesso a todos os jogos. Alguns jogos recentes com a Lindsay, teve pequenas mudanças no início de trabalho dela. Eu acho que esse é um ponto favorável para a Costa Rica, enfrentar atletas que a Lindsay conhece bem, conhece a história, conhece as características individuais. Ela conhece o meu trabalho também, a gente já se enfrentou. Então, sem dúvida, a Lindsay vai conseguir preparar a equipe dela muito bem a partir do conhecimento que tem da seleção brasileira. Nós também estudamos bastante a equipe da Costa Rica, é uma equipe que, diferente de outros confrontos contra o Brasil, hoje tem atletas que já têm uma experiência internacional, atletas que jogam, tem uma jogadora que joga no Kansas, nos Estados Unidos, o quarteto da frente todas jogam na Europa. Então, são atletas que, assim como o futebol feminino em todo lugar, estão se desenvolvendo e tendo oportunidades. Mas é óbvio que a gente tem um plano de jogo amanhã e sempre é a nossa identidade também, tentar prevalecer e dominar a partida para se impor e ser eficiente para marcar os gols.
Mantendo seu plano para essa data Fifa, Arthur Elias reforçou que irá utilizar todas as 26 atletas convocadas para os três jogos contra Costa Rica, Venezuela e México. Nesta sexta, ele promete algumas alterações ao longo do jogo na escalação.
– Eu pensei nos três jogos e eu falei para elas a não ser que aconteça alguma coisa muito fora do previsto, mas eu trouxe os 26 atletas para todas elas jogarem. Então, essa é a ideia. Amanhã a gente inicia com um time. Esse time pode e deve sofrer bastante mudança de início para o jogo da Venezuela e assim para o terceiro jogo. Acho que esse é o nosso momento e, claro, trazendo os desafios conforme cada atleta está no seu estágio, mas o importante é a seleção brasileira jogar bem, independente das 11 titulares. E lembrando que eu sempre uso as trocas também para a gente manter não só a intensidade, mas a qualidade de jogo. Então, com certeza, amanhã vai ser difícil acertar a escalação (risos).
Confira a agenda já confirmada da seleção:
Data Fifa de 24 de fevereiro a 8 de março:
27/02 – Brasil x Costa Rica
04/03 – Brasil x Venezuela, em Toluca
07/03 – Brasil x México, na Cidade do México
Data Fifa de 7 a 18 de abril – Fifa Series, Arena Pantanal:
11/04 – Brasil x Coreia do Sul
14/04 – Brasil x Zâmbia
18/04 – Brasil x Canadá
Data Fifa de 1º a 9 de junho:
Amistoso contra EUA
Data Fifa de 5 a 13 de outubro:
Possível realização da Finalíssima
Data Fifa de 24 de novembro a 5 de dezembro geRead More


