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Trump ataca o Grammy e ameaça processar apresentador do prêmio por piada sobre Epstein

Trump ataca o Grammy e ameaça processar apresentador do prêmio por piada sobre Epstein

 Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Grammy e ameaçou processar o apresentador da premiação, o comediante Trevor Noah, em um post na rede Truth Social nesta segunda-feira (2).
Trump, que teve uma relação de amizade com Jeffrey Epstein nos anos 90 e aparece em fotos e documentos dos arquivos da investigação contra o bilionário, que supostamente se suicidou na cadeia após ser preso por tráfico internacional de mulheres, não ficou feliz com uma piada que o ligava ao caso.
“A cerimônia do Grammy é a pior, praticamente impossível de assistir. O apresentador, Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na Ilha Epstein. Errado! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”, irritou-se o republicano.
Arquivos de Epstein citam denúncia de mulher contra Trump; ela desistiu da acusação em 2016
A piada feita por Trevor Noah foi sobre a ilha particular que Epstein tinha no Caribe, onde ele dava festas e recebia vários convidados famosos. Era para lá, segundo suas vítimas, que ele levava as mulheres que traficava para atender ele e os amigos para fins sexuais.
“Esse é um Grammy que todo artista deseja quase tanto quanto Trump deseja a Groenlândia, o que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma nova para ficar passando tempo com Bill Clinton”, disse o comediante.
No fim de seu post, Trump disse que vai “pedir uma grana preta” a ele na Justiça:
“Noah, um completo perdedor, é melhor se informar direito e rápido. Parece que vou mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e idiota MC, e pedir uma grana preta para ele”.
Os arquivos caso Epstein
“Arquivos vão ajudar a me curar”, diz brasileira vítima de Epstein
Um documento incluído nos arquivos do caso do empresário Jeffrey Epstein cita detalhes de uma denúncia antiga contra o presidente dos EUA, Donald Trump, por suposto estupro de uma menor de idade. A acusação já havia se tornado pública em 2016 e foi subitamente retirada pela denunciante, identificada na época pelo pseudônimo Jane Doe.
Os arquivos citam que o caso teria ocorrido em 1994, quando a vítima tinha 13 anos de idade. O documento que aparece entre os arquivos divulgados nesta sexta-feira (30) é uma denúncia recebida pelo FBI.
Epstein e Trump mantiveram uma relação de amizade durante os anos 1990 e início dos anos 2000.
Segundo a denúncia, a vítima teria ido a Nova York para tentar a carreira de modelo. Cooptada por Epstein, ela teria ido a uma festa, onde teria ocorrido o estupro. Trump já havia negado anteriormente as acusações da mulher.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de janeiro de 2026
REUTERS/Kylie Cooper
Novos documentos
Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia comercial”.
Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, ele afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos.
“Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”, garantiu.
Blanche também anunciou que a liberação das novas evidências marca o fim do processo de revisão realizado pelo departamento:
“A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.
O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche
REUTERS/Elizabeth Frantz
No começo do mês, em documento judicial apresentado à Justiça, o Departamento de Justiça admitiu que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso que tinha em seu poder.
A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado.
No dia 23, o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, deixando claro a proximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada.
No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou que iria demorar “algumas semanas” para liberar o resto dos milhares de documentos.g1 > Mundo Read More