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Will Santana ajuda no resgate de vítimas das chuvas históricas em Minas Gerais: “Muita destruição”

Will Santana ajuda no resgate de vítimas das chuvas históricas em Minas Gerais: “Muita destruição”

Will Santana se une a voluntários e atua no apoio às vítimas da tragédia em Juiz de Fora 
Juiz de Fora, em Minas Gerais, registrou o fevereiro mais chuvoso da história do município. A tempestade que atingiu a região no início da semana deixou dezenas de mortos e milhares de desabrigados e desalojados. Além do trabalho do Corpo de Bombeiros, o surfista Will Santana se voluntariou para reforçar as buscas por desaparecidos, nesta quarta-feira, ao lado de Iankel Noronha e Márcio Taz Lima. O surfista de ondas gigantes havia sido acionado diante da necessidade de pilotos experientes de jet ski, mas, quando chegou no local, o nível da água já havia baixado, e o grupo passou a auxiliar os resgates em trabalhos braçais.
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– Eu estou me sentindo muito cansado, exausto. Estou um pouco triste. A sensação é como se eu estivesse enxugando gelo. Apesar de ter sido um trabalho excelente, com toda a equipe, junto com os bombeiros, parece que nunca vai acabar. É muita destruição, muita lama, muita pedra. Ao mesmo tempo que você está feliz em fazer o bem, você também está querendo resolver um problema que não é nada simples – desabafou Will.
Will Santana se une a voluntários e atua no apoio às vítimas da tragédia em Juiz de Fora
Will Santana
Reconhecido por pilotar em situações extremas – como nas ondas gigantes em Nazaré -, Will Santana chegou em Juiz de Fora para avaliar a situação e verificar se as máquinas aquáticas seriam necessárias na busca por desaparecidos. Quando o surfista sergipano e seus amigos chegaram ao município mineiro, entenderam rapidamente que a maior contribuição que poderiam dar não seria nas águas, mas em terra firme.
Will, Yankel e Márcio ajudaram na retirada de lama e entulho de espaços públicos e privados. Além disso, deram apoio logístico às famílias desalojadas e colaboraram com equipes de resgate locais na busca por desaparecidos. Até a noite desta quarta-feira, 47 mortes haviam sido confirmadas.
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Logo nas primeiras horas da manhã, Will e sua equipe receberam a missão de ajudar nas buscas por um homem de 40 anos e duas crianças desaparecidas após o deslizamento. A operação se concentrou na região de Paineiras, uma das áreas mais atingidas, onde equipes dos bombeiros, policiais e voluntários se revezavam na tentativa de localizar as vítimas.
– Eu estava ali com os pais das crianças e, ao mesmo tempo que ele tinha esperança de encontrá-las vivas, ele sabiam que era uma situação bem delicada. Ele não sabia se choravam, se acreditava. É bem difícil. Os outros parentes ali próximos com a emoção à flor da pele. É um momento bem, bem difícil de lidar assim, sabe – completou Will.
Em 2024, Will Santana ajudou vítimas na tragédia do Rio Grande do Sul
Não é a primeira vez que os três se voluntariam para ajudar cidades que sofreram com enchentes. Em 2024, os surfistas foram de carro até Porto Alegre para ajudar vítimas na maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul. As enchentes provocaram danos em quase todos os municípios e devastou cidades, deixando 184 mortos e 25 desaparecidos.
Acostumados a navegarem sob correntes fortes e a encararem ondas gigantes, os atletas trocaram o mar pelas ruas alagadas e ajudaram no resgate das vítimas das inundações que invadiram casas e comércios. Veja como foi a atuação dos surfistas no Rio Grande Sul nesta matéria do Esporte Espetacular.
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