Abel vê Palmeiras melhor contra São Paulo e elogia Vitor Roque: “Para mim é leão, não tigrinho”
Palmeiras 2 x 1 São Paulo | Melhores momentos | Semifinal | Campeonato Paulista 2026
Abel Ferreira deixou a Arena Crefisa Barueri, nesta noite de domingo, satisfeito com o desempenho do Palmeiras e tecendo elogios ao centroavante Vitor Roque após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo que classificou o Alviverde à final do Paulista de 2026. Clube está na decisão pela sétima vez seguida.
– Se enfrentaram as equipes que tem estado bem nos últimos tempos. O São Paulo está no primeiro lugar conosco no Brasileirão, tem feito um belo trabalho. Jogaram bem, tem bons jogadores, bom treinador, só precisa de consistência, porque a qualidade está lá. Mas entramos muito bem no jogo, uma equipe muito dinâmica – iniciou Abel.
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– O Luciano recuou e deu espaço para nós na saída e encontramos bem nossos volantes. Foi justa a forma como chegamos no 2 a 0. Tivemos uma transição bem feita que o Piquerez poderia ter passado para o Allan, são decisões dos jogadores. Na segunda parte entramos igual, o adversário entra no jogo a partir de um lance duvidoso – continua, em referência ao pênalti marcado e convertido por Calleri.
– Mas não era nada que estávamos à espera, são jogos difíceis, já fiz vários jogos contra o São Paulo, são sempre de tripla. Hoje fomos na minha opinião melhores no que tem que ver com tudo que se passou nos 90 minutos – completou.
Técnico Abel Ferreira com o auxiliar Vitor Castanheira em Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista
Marcos Ribolli
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Foram 11 finalizações para cada, sendo que o Palmeiras acertou quatro delas no alvo, e o São Paulo apenas duas.
Abriu o placar logo aos sete minutos aproveitando a marcação alta e a construção de pé em pé até o gol de Mauricio, ampliou aos 11 do segundo tempo com Flaco López em uma jogada ensaiada e sofreu o gol do São Paulo aos 23 no lance de pênalti citado pelo treinador.
Apesar de não ter balançado as redes, Vitor Roque apareceu de forma positiva criando oportunidades, carregando a marcação e sendo mais uma vez o maior alvo de faltas do time, com quatro sofridas.
– Ele para mim é um leão, não um tigrinho. Tem levado muita porrada, tem características muito próprias que se complementam. Se souberem compreender, tiramos o máximo dele.
Arboleda, do São Paulo, e Vitor Roque, do Palmeiras, disputam bola na semifinal do Campeonato Paulista
Marcos Ribolli
– Precisa de muito carinho. Os jogadores são como flores, algumas a gente rega e dá o ano todo, e aquelas tipo orquídeas temos que cuidar todos os dias. É nossa função, do Barros, da presidente, cuidar dos jogadores que temos. Ele é um leão dentro dele e ajudou como foi, como vocês viram.
O Palmeiras agora enfrenta o Novorizontino em confrontos de ida e volta para decidir o campeão paulista de 2026. O primeiro, com o Alviverde mandante, será na quarta-feira, dia 4 de março, e a volta em Novo Horizonte, no domingo dia 8.
Veja o que mais o técnico disse
Palmeiras perdeu perna no segundo tempo?
– Nestes jogos, tivemos quase sempre três dias para recuperar, somos a equipe mais jovem do Brasileiro e não jogamos sozinhos. O SPFC entra no jogo depois do pênalti e é normal, após perder por 2 a 0. O adversário arriscou, colocou o pé no acelerador e tirando arremates exteriores não criaram quase nada.
– Queremos estar sempre a dominar, mas só é possível quando é muito melhor. Equipes parelhas, lutam pelos mesmos objetivos, grande torcida, grande exigência, mas fomos melhores nos 90 minutos.
Chegar a final do Paulista
– Dá muito trabalho chegar na final, dá muito trabalho. E às vezes não jogar como queremos também dá trabalho. Eu não vivo atrás de resultados, sou um treinador que quando não está a competir, busco o rendimento dos meus jogadores. Dependo deles. Crio contextos, narrativas para meus jogadores, para que entendam que precisam de um propósito maior que o “eu”, somos um time.
– Imaginem como é difícil deixar alguém de fora, que eles entendam o espírito coletivo, o todos somos um, uma coisa muito maior que o eu, que é o nós. Que o Palmeiras nasceu do sacrifício dos operários que vieram para cá e da luta dos nossos rivais. E quando cria esta mentalidade, vai ser uma equipe competitiva.
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