Alan Adler revela objetivo no Jungle Fight 147: “Não chegar nos cinco rounds”
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Alan Adler entrará pela quinta vez no cage do Jungle Fight com um sentimento especial. O mineiro disputará o cinturão do peso-pena (até 66kg) contra Anderson Leal no próximo sábado (21). Com um estilo tranquilo, o jovem de 21 anos conversou com o Combate.com e revelou quais seus próximos passos na carreira, suas inspirações no MMA e a expectativa para a primeira disputa de título da carreira.
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O sportv3 e o Combate transmitem o evento ao vivo a partir das 20h (Horário de Brasília). O Youtube do Combate e o ge transmitem as quatro primeiras lutas do card.
Alan Adler em luta contra Gustavo Negromonte no Jungle Fight 132
Jayme Marques
Adler fez sua estreia na selva em 2024, no Jungle Fight 128. Na ocasião, finalizou o paulistano Leonardo Silva com um mata-leão no segundo round. De lá para cá, foram mais três lutas na organização e três vitórias, a mais recente delas contra Matheus Fidelis, em maio de 2025 no Jungle Fight 136. Invicto até então, Alan se mostrou confiante quanto a sua performance no próximo sábado.
— A estratégia já está bolada, eu sei o que eu quero fazer e não me assusto com o cartel dele. A idade dele não importa, o cartel dele não importa. Eu também tenho uma bagagem grande, experiência em octógono. Eu vou lá, vou fazer o meu melhor, fazer o que está sendo planejado e acredito que isso vai ser o suficiente pra eu sair com a vitória e sair campeão do Jungle — disse o lutador em entrevista ao Combate.com.
Início no jiu-jítsu e pandemia como divisor de águas
Nascido em novembro de 2004 em Contagem, Minas Gerais, Alan começou no jiu-jitsu ainda criança em um projeto social, onde deu seus primeiros passos na arte suave antes de entrar para a Team Borracha. Diferente de outros atletas, ele começou sua jornada no mundo das lutas por recomendação médica.
— Quando eu era mais novo, eu e meu irmão fizemos exames de sangue e estava com muita coisa alterada, o que não era normal pra criança. Minha mãe então colocou a gente pra fazer natação, futebol e luta. E aí eu acabei gostando e foi o esporte que eu não quis parar de fazer — disse.
— Fui na inauguração do espaço novo deles [Team Borracha] e desde então eu não parei de treinar. Comecei lá só no jiu-jitsu, e como sempre gostei da arte, fui treinando e estou aí até hoje (risos) — acrescenta.
Alan Adler em estreia contra Leonardo Silva no Jungle Fight 128
Bruno Limoeiro
Mesmo conciliando os treinos com a escola durante toda a adolescência, foi durante a pandemia que o mineiro mergulhou de vez na academia e passou a enxergar a luta como profissão. À época, Alan já treinava MMA e se desenvolvia em outras artes marciais – como boxe e muay thai – sob os olhares do mestre Carlos Borracha.
— Eu não tinha uma vida de atleta. Aos 15 anos entrou a pandemia e na época eu trabalhava, mas não trabalhava fechado [em horário fixo]. Minha família abriu um lava-jato para conseguir manter as coisas durante a pandemia e eu trabalhava lá. E como não tinha mais escola, ficou fácil para treinar — completa.
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Expectativa para a luta
Alan Adler explica transição para MMA
Sem perder até então, Alan chega para a disputa do cinturão contra Anderson Leal embalado por seis vitórias em sua – até então – curta carreira. No sábado, em uma luta com cinco rounds previstos, ele espera impor seu ritmo e evitar que a luta vá para a decisão dos juízes.
— O objetivo é não deixar chegar nos cinco rounds. Por mais que eu seja oriundo do jiu-jitsu, hoje eu sou um lutador completo, não me limito ao jiu-jitsu. Eu posso trocar com ele, posso derrubar ele. Claro, eu tenho uma afinidade maior com a luta agarrada, mas isso não me impede de trocar, tanto que nas minhas lutas eu fiz isso — explica.
— O peso está super tranquilo, a preparação está tranquila. O que eu fiz de diferente foi me preparar para cinco rounds. Fazer cindo rounds de sparring, rounds mais longos de manopla, mais rounds do que eu costumava fazer antes — completa.
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Próximos passos na carreira
Mesmo mirando no cinturão até 66kg do Jungle Fight, Alan não esconde o desejo de lutar no UFC. Apesar da pouca idade, ele enxerga a selva como um preparatório para o maior evento de MMA do mundo. Com um cartel 6-0 no MMA e atualmente faixa marrom de jiu-jitsu, se depender dele seu reinado na selva será rápido e memorável.
— O objetivo é o UFC. O Jungle é um ótimo evento, mas meu tempo no Jungle eu quero que seja passageiro. Eu quero vencer agora esse cinturão, talvez defender e ir pro UFC. Não com pressa, porque eu sei que chegar lá não é fácil, mas mais difícil ainda é se manter. Então eu quero chegar lá pronto e eu acredito que o Jungle é um ótimo lugar pra me preparar pra isso — disse o lutador.
Confira o card completo do evento:
Jungle Fight 147
21 de março de 2026, às 20h (de Brasília), em Magé-RJ
CARD DO EVENTO:
Peso-pena: Alan Adler Rodrigues x Anderson Leal (disputa de cinturão)
Peso-leve: Lucas Corvo x Mateus “Galudão” Silveira
Peso-médio: Uaslen Oliveira X Jorge Bueno
Peso-pena: Diogo Silva de Sousa x Gabriel Talentinho
Peso-mosca: Francisco Assis x Rafael Sanson
Peso-pena: Ramon da Costa Furtado x Bruce Lee Silva Almeida
Peso-pena: Leandro Mesquita x Ivan “The Dragon” Santos
Peso-palha: Sabrina de Souza x Cecília Pereira
Peso-mosca: Pedro Mascote x Gabriel Rickson Lopes
Peso-palha: Rayra Ferreira da Silva x Maria Eduarda da Silva
Peso-meio-médio: Thales Rugal x Kauã Cristian
Peso-mosca: Vítor Loost X Matheus Roffe
Peso-galo: Michael Silva X Gabriel “PQD”
Peso-meio-médio: Cauê Seraphin x Gustavo Mendes
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