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Amigo de Jhon Jhon, Gustavo Neves assume função do ex-meia do Braga e vibra com espaço no time

Amigo de Jhon Jhon, Gustavo Neves assume função do ex-meia do Braga e vibra com espaço no time

Gol de Gustavo Neves contra o Atlético-MG
Quase todos os dias, Gustavo Neves e Jhon Jhon jogavam Call of Duty juntos. O jogo eletrônico era um passatempo da jovem dupla do Red Bull Bragantino e afinava a parceria que também existia em campo. O convívio diário encerrou no fim de janeiro. Jhon Jhon foi negociado com o Zenit, da Rússia, e coube a Gustavo Neves o papel de ser um dos articuladores do meio-campo do Bragantino.
Aos 21 anos e formado na base do Massa Bruta, Gustavo Neves ganhou mais espaço no time após a chegada de Vagner Mancini. Quando Jhon Jhon estava na equipe, ele atuava mais como um segundo volante. Com a saída do camisa 10, tem feito também a função de meia-armador.
Gustavo Neves, acompanhado por Juninho Capixaba, comemora gol contra o Atlético-MG
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
O atleta comemora mais oportunidades no time e trata com naturalidade as duas funções em campo. Porém, deixa de lado a comparação com o amigo de campo e de jogos eletrônicos.
– Estou muito feliz com esse momento que eu estou vivendo. A chegada do Mancini me fez evoluir bastante. A posição dentro de campo, eu acho que eu me sinto tranquilo jogando nas duas. Tanto como segundo volante, quanto meia. Jogava na base como meia. Aqui, estou um pouquinho mais como segundo volante. Às vezes, como meia também – destacou em entrevista ao ge.
– Na base, atuei de meio-campo. Eu me sinto confortável naquela posição. Não diria que é para ser o substituto do John John, mas me sinto bem confortável, bem tranquilo de jogar ali. O homem (Jhon Jhon) joga demais, está maluco. É craque. Só desejar felicidade para ele – acrescentou.
Jhon Jhon comemora gol acompanhado por Gustavo Neves
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Gustavo Neves chegou ao Bragantino em 2021, para integrar a categoria sub-17. Em 2023, passou a atuar no time profissional. Com o técnico Fernando Seabra, em 2025, esteve em 18 partidas. Quando Mancini assumiu, no início de novembro do ano passado, entrou nos sete jogos que restavam da equipe.
Neste ano, já foram 11 partidas disputadas e um gol marcado. Em entrevista ao ge, ele comentou o aumento de oportunidades com a chegada de Vagner Mancini, o momento vivido no Massa Bruta, a trajetória no futebol e os sonhos. Confira abaixo como foi a entrevista.
ge – Fale sobre esse momento que você está vivendo no Bragantino.
Gustavo Neves: Eu estou muito feliz com esse momento que eu estou vivendo. E muito contente. A chegada do Mancini me fez evoluir bastante. Esse momento que eu estou vivendo, estou muito feliz com ele. A posição dentro de campo, eu acho que eu me sinto tranquilo jogando nas duas. Tanto como segundo volante, quanto meia. Jogava na base como meia. Aqui, estou um pouquinho mais como segundo volante. Às vezes, como meia também. Estou muito feliz com esse momento que eu estou vivendo.
ge – Falando sobre essa chegada do Mancini. Como que foi quando ele chegou? Ele chamou você para ter um papo, uma conversa?
Gustavo Neves: Quando ele chegou, a gente teve um treino. Depois desse treino, ele me chamou para bater um papo. Ele falou que ia me usar. Acabei entrando em um jogo contra o Corinthians, eu lembro, na época. E eu fui bem, aproveitei a oportunidade. Diante disso, eu fui evoluindo, graças a Deus.
Gustavo Neves em treino do Bragantino
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
ge – Ele falou que ia te usar. Ele falou como que ele pensava, como você gostava de jogar? Como foi essa conversa?
Gustavo Neves: Ele chegou em mim perguntando como eu gostava de jogar. Eu falei para ele que era nessas duas posições. Ele também me viu jogando e falou que eu podia ser um meia. Ele vem me ajudando bastante com isso e me ajudando a evoluir.
ge – Além da parte tática, há a questão da confiança. Como foi também isso?
Gustavo Neves: Ele foi um treinador que me passou muita confiança. Por isso que eu estou desempenhando o futebol que eu estou desempenhando. Acho que confiança no futebol é tudo, cara. Um jogador sem confiança não consegue desenvolver o melhor futebol. Ele dá bastante confiança para nós, jogadores. E é isso.
ge – Está vivendo o melhor momento seu no profissional?
Gustavo Neves: Com certeza, com essa confiança, acho que eu estou vivendo o meu melhor momento desde quando eu subi para o profissional. Graças a Deus, isso vem dando certo. Eu venho aproveitando as oportunidades. E se Deus quiser, daqui para mais.
Gustavo Neves em Coritiba x Bragantino
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
ge – Você já vem há alguns anos no profissional. Começou em 2023, com o Bruninho, no Paulista. Como foi a transição de base profissional?
Gustavo Neves: Foi bastante tranquilo. Acho que os companheiros daqui me ajudaram bastante. Na época, o (Pedro) Caixinha me ajudou bastante também, conversou bastante comigo. Acho que foi muito tranquila essa questão, meus companheiros ajudaram bastante. O Bruninho também me ajudou bastante. O Bruninho já estava aqui há mais tempo. Ele é irmãozão meu. Acho que foi bem tranquilo.
ge – Nesse processo, são naturais as oscilações. Por exemplo, você vinha tendo menos chances em comparação com o Mancini. Você sente que era mais questão de oportunidade ou oscilação sua mesmo?
Gustavo Neves: Acho que é normal a gente oscilar, o jogador, ainda mais quando está subindo agora. Mas eu acho que, com a chegada do Mancini, ele me deu mais oportunidades. É isso, acho que vai de cada treinador. Graças a Deus, estou evoluindo.
Gustavo Neves em treino do Bragantino
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
ge – No meio-campo, teve a recente saída do John John, que era um jogador importante para a equipe. Você também está atuando agora na posição dele. Você sente essa questão de talvez substituir ele? Tem também a chegada do Rodriguinho. Como você vê essa disputa?
Gustavo Neves: Acho que a disputa é muito sadia entre nós, todo o meio-campo. Acho que é uma disputa boa, todo mundo querendo fazer o seu melhor, ajudar a equipe da melhor forma. E o John John era uma peça importante para o nosso time. A saída dele ajudava bastante nós, porque a saída dele prejudicou um pouco. Mas é isso. A gente vai conseguir ajustar isso e ver da melhor forma, quem está melhor no dia a dia para poder fazer essa função.
ge – Em relação à possibilidade de ser o substituto do John John, você se sente pronto para essa função, como meia-armador, como um cara para organizar jogada, um cara para fazer gol, que nem o John John ia fazer?
Gustavo Neves: Na base, eu atuei assim, de meio-campo. Acho que eu me sinto confortável naquela posição. Não diria que é para ser o substituto do John John, mas me sinto bem confortável, bem tranquilo de jogar ali. O homem (Jhon Jhon) joga demais, está maluco. É craque. Só desejar felicidade para ele.
Jhon Jhon comemora gol pelo Bragantino
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
ge – Esse caminho do John John, que foi para Europa, foi de outros, como o Claudinho mais atrás. É também um caminho que você almeja?
Gustavo Neves: Com certeza. Eu penso em, primeiramente, ajudar o Red Bull Bragantino, que foi onde eu cresci, que é a minha segunda casa. Mas eu tenho sonhos, sim. Sonho de chegar na Europa, jogar na Europa e sonho de chegar na Seleção Brasileira também.
ge – Queria que você falasse um pouco sobre o seu começo de carreira. Como que foi o Gustavinho começou a jogar futebol? Por quê? Teve alguma influência?
Gustavo Neves: Meu pai me ajudou bastante quanto isso. Sempre gostei de futebol, sempre jogava brincando na rua com meus primos. Só que meu pai enfatizou muito nisso, me colocou na escolinha e me levava no treino, me buscava. E se eu estou aqui hoje, é muito por causa dele. Ele me ajudou bastante nisso.
ge – Como que foi a sua trajetória? Você começou na escolinha?
Gustavo Neves: Comecei na escolinha aqui, lá perto de casa, lá em Goiânia. Lá no Parque Ateneu, no setor que chama. Lá eu comecei a jogar bem, depois fui para a equipe. Fui para a base do Goiás. Do Goiás no Sub-17, eu vim para cá, para o Red Bull. Foi tudo dando certo, graças a Deus.
Gustavo Neves tem mais de 100 jogos pelo Bragantino
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
ge – Teve algum jogador que você sempre se espelhou, que você gostava de assistir?
Gustavo Neves: O Neymar. Não tem como falar outro, a não ser ele.
ge – O Neymar você jogou contra. Como é que foi isso?
Gustavo Neves: É uma sensação inexplicável. Sempre vi o cara na TV, jogava videogame. Agora poder estar compartilhando o campo com ele, um companheiro de trabalho, é muito bom. Estou muito feliz, muito contente.
ge – Tem mais alguma coisa que você se almeja, além de Europa e Seleção?
Gustavo Neves: Eu almejo muito ser campeão pelo Red Bull Bragantino. Também é um sonho meu, que é minha casa, tem muito tempo. Eu amo esse clube, então acho que ser campeão com a camisa do Red Bull Bragantino também é um sonho que eu penso em realizar.
ge – Como é você no dia a dia? O que você gosta de fazer?
Gustavo Neves: Sou um cara muito tranquilo, gosto de ficar em casa, gosto de ficar jogando videogame, muito FIFA, COD (Call of Duty), principalmente. John John também joga comigo, quase todo dia nós jogamos COD juntos. O pessoal daqui, o Bruninho, também gosta. Minha vida é isso, jogar videogame, ficar em casa tranquilo, assistir um filme, série.
ge – Você subiu da base profissional como Gustavinho e, depois, resolveu mudar para Gustavo Neves. Teve algum motivo que você quis fazer essa mudança?
Gustavo Neves: Não teve nenhum motivo assim, não. Deu na minha cabeça e eu quis trocar. Chamar de Gustavinho ainda é tranquilo também. Gustavo, Gustavo Neves, Gustavinho… Tanto faz, ainda é tudo tranquilo para mim.
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