Análise: carro do Remo na Série A precisa trocar muito mais do que um pneu
Coritiba 1 x 0 Remo | Melhores momentos | 6ª rodada | Brasileirão 2026
“É meio que trocar pneu com carro andando” … Essa foi uma das falas do técnico Léo Condé, recém-chegado ao Remo, na primeira coletiva pós-jogo dele, na derrota para o Fluminense, na última quinta-feira, dia 12.
Zé Welison em ação pelo Remo contra o Coritiba
Raul Martins / Ascom Remo
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Porém, três dias depois, no domingo, 15, depois de perder novamente, dessa vez para o Coritiba, a impressão que fica é que o carro azulino precisa trocar bem mais que um pneu.
No que cabe ao treinador, ele de fato mudou, ou tentou. Na escalação inicial, foram duas mexidas de um jogo para o outro. Por necessidade, já que Patrick de Paula cumpriu suspensão, o outro Patrick do elenco foi o escolhido. No ataque, a maior mudança: João Pedro foi sacado, dando lugar a Jajá.
11 inicial: Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Tchamba e Sávio; Zé Ricardo, Picco, Patrick e Vitor Bueno; Jajá e Alef Manga.
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Foi justamente com Jajá, por vezes caindo pela direita, outras mais centralizado, que o Remo tentou levar perigo no início do jogo, mas esbarrou em um dos seus adversários na partida: a falta de pontaria. As finalizações não encontravam a direção do gol.
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Por outro lado, a defesa sofria com a velocidade do ataque do Coritiba, formada por um trio móvel com Breno Lopes, Ronier e o ex-azulino Pedro Rocha. Foi na base da insistência, pelo lado esquerdo, que o Remo contou com um erro claro de Sávio, que se atrapalhou na saída de bola, e deixou com JP Chermont, o lateral cruzou na medida para o ex-camisa 32 do Leão, atual do Coxa, abrir o placar.
Pedro Rocha marcou o gol que abriu o placar para o Coritiba contra o Remo na Série A
JP Pacheco/Coritiba
O gol mexeu com o Remo que, se não bastasse, ainda perdeu João Lucas, que não vinha bem no jogo, mas pode ser problema por mais tempo, pois sentiu um problema no joelho direito. Marcelinho, o substituto, teve até bons momentos dali para o final do jogo.
A defesa seguiu dando bobeira, mas contou com Marcelo Rangel, esperto, antecipando o ataque do Coritiba ao sair do gol e até da área. Aliás, o camisa 88 foi importante para manter o time ao menos vivo no jogo, quando fez milagre em cabeceio de Sebas Gómez, salvando em cima da linha.
A troca de pneu com carro andando
Voltando a frase dita por Léo Condé para destacar a volta do intervalo. O treinador optou por tirar Sávio, que havia errado no gol, e colocou o zagueiro Kayky Almeida. Esse movimento repetiu algo feito por Osório, e criticado pela torcida, de improvisar, ou não colocar um jogador de origem na lateral-esquerda.
Mesmo com Cufré no banco, Tchamba foi deslocado do miolo de zaga para a lateral-esquerda.
É, talvez não seja só sobre trocar o pneu do carro.
Tchamba em saída para o jogo do Remo contra o Coritiba
Raul Martins / Ascom Remo
Importante reconhecer que o Remo voltou para campo com outra postura, tanto que finalizou mais e teve posse superior na etapa final. Ainda sim, Kayky precisou se atirar no chute de Ronier, que aproveitou rápido contra-ataque dos donos da casa.
Aos 12 minutos, o torcedor até teve o gosto de gritar gol, mas Alef Manga estava impedido. Aliás, como “9” ou no lado esquerdo, o camisa 11 bem que tentou, mas não conseguiu ser efetivo nas oportunidades que teve.
Saiu dos pés de Vitor Bueno, aos 17 minutos, o único chute na direção do gol dos mais de 10 dados pelo Remo em todo o jogo. Foi uma boa chance, Pedro Rangel defendeu, mas pouco, muito pouco, para uma equipe que não venceu após 6 rodadas.
Trabalhando com o que tem à disposição, Léo Condé lançou Zé Welison, Jaderson e Pikachu no jogo, mas ninguém conseguiu dar alguma resposta diferente a não ser Marcelinho, aos 39, que passou perto de marcar, mas parou em Pedro Rangel, e na falta assinalada pelo contato do goleiro com Alef Manga.
Alef Manga vigiado pela defesa no jogo entre Coritiba e Remo
Raul Martins / Ascom Remo
Sem conseguir marcar, o Remo chegou ao terceiro jogo seguido sem balançar as redes. Na Série A, o jejum de seis jogos sem vencer incomoda, óbvio, e o desafio de trocar o pneu com carro andando se torna muito maior com a falta de resultados positivos.
Na coletiva pós-jogo, Léo Condé foi taxativo em relação às intenções dele e do time no mercado.
A gente precisa de algumas posições específicas, o clube está buscando.
Léo Condé, técnico do Remo
Raul Martins / Ascom Remo geRead More


