Análise: em tarde de destempero, Vitória consegue classificação no coração e vai à final
Uma expulsão com 15 minutos de jogo colocou drama em uma classificação que parecia que seria questão de tempo para o Vitória. Com um bom início de jogo e o placar aberto por Renato Kayzer, o Rubro-Negro viu a partida contra o Jacuipense, no último domingo, tomar um novo rumo e acabar com um triunfo no sufoco, por 4 a 2, nas cobranças de pênaltis. Sorte que não faltou coração e, principalmente, competência ao goleiro Lucas Arcanjo, herói da classificação.
Siga o ge Vitória nos Canais do WhatsApp
Jair Ventura mandou a campo a mesma escalação que venceu o Galícia na última rodada da fase de grupos, à exceção de Edu, recuperado de lesão, e Renato Kayzer, poupado na última rodada. Com mais opções à disposição, o treinador do único semifinalista que não entrou em campo no meio desta semana encontrou o cenário ideal para fazer valer a superioridade e avançar dando um recado para o seu torcedor e o Bahia, rival na decisão. Ele não contava com um destempero que comprometeu todo o planejamento.
Lucas Arcanjo foi o herói de Vitória x Jacuipense
Victor Ferreira/EC Vitória
O Vitória teve o início esperado, com domínio sobre o adversário e gol cedo que dava tranquilidade e inflava a torcida. Com dois minutos, uma jogada trabalhada desde o campo de defesa acabou com Renato Kayzer empurrando a bola para o fundo do gol. Os donos da casa continuaram melhores e pressionavam pelo segundo gol. Mas tudo mudou aos 15 minutos.
Em uma jogada de total destempero, Caíque Gonçalves foi expulso por agressão e comprometeu todo o jogo do Vitória. A animação da torcida com o início do jogo deu lugar ao nervosismo, reclamação da arbitragem e a uma tentativa dos donos da casa em forçar uma expulsão do outro lado. Ainda assim, não houve grande dificuldade em segurar a equipe visitante.
Jair Ventura optou por não fazer substituições de peças com a saída de Caíque Gonçalves, que atuava como zagueiro. O Vitória se fechou no seu campo e esperou o Jacuipense, que não conseguiu pressionar os donos da casa e chegou com perigo somente em chutes de longa distância e uma jogada de bola aérea já no fim da etapa inicial.
Piora e drama
Kayzer em Vitória x Jacuipense
Victor Ferreira / EC Vitória
Jair Ventura optou por colocar Edenilson no lugar de Mateus Silva e ter três jogadores de maior poder de marcação na primeira linha de defesa. Assim como no primeiro tempo, o Vitória não chegou a ser pressionado ou viu o Jacuipense empilhar oportunidades. Os donos da casa eram pouco incomodados, mas o placar no limite obrigava o time a ser assertivo nas raras oportunidades de gol.
Em uma das raras oportunidades, Renato Kayzer deixou Ramon na cara do gol, mas o lateral finalizou mal, o que custou caro ao time rubro-negro pouco tempo depois. Em lance de vacilo de Jamerson, que entrou para fazer dobradinha de laterais e pouco fez, Alison Daniel conseguiu cruzar e encontrou Pedro Henrique entre Camutanga e Edenilson para deixar tudo igual.
A partir daí, a partida ficou ainda mais truncada, e coube a Lucas Arcanjo, com duas defesas, salvar o Vitória nas cobranças de pênaltis.
O Vitória vai à final do Campeonato Baiano no limite e devendo muito ao seu torcedor. E não só por um jogo definido por uma expulsão. O estadual do Rubro-Negro foi acidentado na maior parte do tempo.
O Vitória teve um time alternativo que pouco fez para dar tranquilidade à sua principal força. E quando teve Jair Ventura na beira do gramado, foi comum ver o Rubro-Negro ser vaiado na saída para o intervalo. Além disso, ainda não entregou resultado diante de um rival “cascudo”. Os triunfos sobre os times do Baiano e o Remo, clube que acabou de retornar para a Série A, dizem pouco.
O lado bom é que não há oportunidade melhor para se provar que com dois clássicos consecutivos (um deles pelo Brasileiro). Ao menos o torcedor rubro-negro viu, neste domingo, que vai ter um time que vai lutar até os últimos minutos. geRead More


