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Análise: Fluminense faz primeiro tempo fantástico, mas precisa matar jogos para não sofrer sem necessidade

Análise: Fluminense faz primeiro tempo fantástico, mas precisa matar jogos para não sofrer sem necessidade

Fluminense 3 x 2 Athletico-PR | Melhores momentos | 6ª rodada | Campeonato Brasileiro 2026
O futebol é curioso. O mesmo Fluminense que poderia ter goleado o Athletico-PR pelo primeiro tempo que fez, neste domingo, no Maracanã, é o mesmo que quase foi para casa com um empate frustrante pela segunda etapa que produziu. A vitória por 3 a 2 passa por esses conflitos de análise. A equipe tricolor mereceu vencer pela atuação de alto nível que teve, mas levou um susto que precisa ser compreendido para que não se repita.
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Mais uma vez, o Fluminense colheu os frutos da dupla formada por Lucho Acosta e Jefferson Savarino. Os dois tinham a bola a todo o momento e controlavam o ataque da equipe tricolor. Em três oportunidades, quase marcaram golaços. A vitória foi por um gol de diferença, mas poderia ser uma goleada impiedosa se seus companheiros convertessem a enorme quantidade de chances criadas.
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Ao mesmo tempo, se a primeira etapa foi fantástica, o segundo tempo serve de lição. Ao não matar o jogo, se expôs ao perigo e quase deixou dois pontos no meio do caminho. O gol de empate saiu mesmo tendo uma mais em campo e colocou o Fluminense numa posição crítica. Times que lutam pelo título do Brasileirão não podem perder pontos em jogos como esse. Felizmente para o torcedor, Guilherme Arana salvou nos acréscimos. Ainda assim, sufoco desnecessário.
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Arana e Zubeldía comemoram gol do Fluminense contra o Athletico-PR
André Durão
Para continuar no conflitos de análises, o Fluminense chega forte para o clássico contra o Vasco, na próxima quarta-feira. Será o reencontro com Renato Gaúcho, que pediu demissão do Tricolor há seis meses. Por ser clássico, é difícil fazer previsões. Ainda mais contra um treinador que conhece tão bem esse elenco. O lado positivo é que são as novidades de Zubeldía que fazem o Fluminense estar jogando tanta bola.
Por outro lado, é necessário mais uma vez falar sobre Freytes, que falhou no gol do Ahtletico-PR. Aqui, a intenção não é fazer caça às bruxas. Mas as vaias — as mais fortes desde que passou a ser criticado, diga-se — mostra que agora a questão não é mais ser titular pelo campo e bola. É protegê-lo da exposição desnecessária. Ele demonstra ter força mental, mas é difícil evoluir neste contexto.
O Fluminense jogou muita bola no primeiro tempo, a ponto de poder ir para o intervalo com uma goleada. Mas, antes de chegar lá, é preciso pontuar algumas situações. No início da partida, parecia que a equipe de Luis Zubeldía iria arrumar um problema. Freytes, de novo, cometeu falha e originou o gol do Athletico-PR. Erro esse que, obviamente, o fez ser vaiado no Maracanã. É normal que treinadores demorem a trocar seus titulares para manter a hierarquia do vestiário. Por isso, é compreensível que Julián Millán ainda não seja o titular. Mas…
As vaias deste domingo no Maracanã foram as mais altas já ouvidas desde que o zagueiro passou a ser criticado. Agora, sua sequência como titular deixou de ser uma questão “só” de campo e bola. Freytes ir para o banco também significa uma proteção à imagem do atleta. Neste cenário, a reserva não é apenas para estancar as falhas, mas para protegê-lo da exposição e não perder o atleta diante de um calendário tão duro como é o do futebol brasileiro.
Canobbio gol Fluminense x Athletico-PR Brasileirão 2026
André Durão
O cenário só não virou um caldeirão para Freytes porque Hércules logo empatou. Numa bela jogada de Savarino diga-se, que fez grande partida e mostra novamente que é o titular. O venezuelano, inclusive, foi outro que esperou a hierarquia para assumir a titularidade. Deve acontecer o mesmo com Millán e até com Rodrigo Castillo, caso confirmem a expectativa que há sobre eles.
Depois desse momento tenso, o Fluminense e controlou a partida e foi beneficado por uma das expulsões mais desinteligentes deste ano. Bruno Zapelli, caído e fora da jogada, achou uma boa ideia entrar com a trava da chuteira na coxa de Samuel Xavier. Cartão vermelho que fez um Athletico-PR, que já estava sendo dominado com 11, virar presa fácil com 10 jogadores em campo. Não demorou para Canobbio virar a partida.
Então, voltamos a falar sobre como o Fluminense jogou muita bola. Já era superior contra 11, é dominante contra 10. Ainda viu Canobbio perder um gol e tentar o passe em outro, John Kennedy desperdiçar, Lucho quase fazer um golaço… Poderia ser uma goleada antes do intervalo.
Zapelli é expulso por atingir Samuel Xavier em Fluminense x Athletico-PR
André Durão
Então, veio o segundo tempo. E o Fluminense, transparecia a sensação de que, já que tinha a vantagem e um jogador a mais em campo, não precisava ter a mesma intensidade para vencer a partida. E, em tese, devido a fragilidade do adversário, até conseguiria vide os gols perdidos. Santos fez duas grandes defesas e impediu a partida de acabar.
Então, veio o golpe. Numa falta boba cometida por Arana, uma bola na área resultou no gol de empate do Athletico-PR. Pode ter reclamação sobre Viveros estar impedido ou não no lance, o que impediu a marcação de se movimentar. Mas esse não é o ponto chave. Foi um erro que poderia ter custado dois pontos na tabela do Brasileirão. Um jogo fácil, dominado, que virou um desespero.
Felizmente para os tricolores, Guilherme Arana, nos acréscimos, fez justiça com o que o Fluminense produziu. De fato, o Tricolor foi o melhor em campo. Mas precisa aprender a matar seus jogos para não sofrer de forma desnecessária como neste domingo.
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