Bastidores: entenda por que Tite só durou 90 dias no Cruzeiro
“Nunca vi match entre Cruzeiro e Tite”, afirma Ana Thaís após demissão do treinador
A passagem de Tite pelo Cruzeiro durou 90 dias. Da chegada à demissão, o treinador de duas Copas do Mundo pela Seleção teve raros períodos de tranquilidade. Conviveu com oscilações do time, aumentando a desconfiança da torcida. Mesmo abraçado e apoiado pela diretoria, não conseguiu fazer o trabalho fluir, algo sentido também por jogadores na reta final.
+ ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp!
Cruzeiro abre negociação com Artur Jorge; veja detalhes
Filipe Luís prioriza Europa: “Não vai ficar no Brasil”, garante empresário
Quando foi anunciado, no dia 16 de dezembro, a torcida do Cruzeiro vivia fase de separação de Leonardo Jardim. O agora técnico do Flamengo teve passagem marcante no ano passado, conseguindo terceiro lugar no Brasileiro e eliminado na semifinal da Copa do Brasil. Tite viveu à sombra do português.
Mais notícias do Cruzeiro
O treinador se apresentou para comandar treinos no dia 2 de janeiro. O instável Mineiro e o começo com derrotas no Brasileiro fizeram com que os pedidos de demissão e os xingamentos chegassem às arquibancadas já no dia 1º de fevereiro. Desde então, a pressão nunca cessou, chegando também aos corredores da Toca.
Pedro Lourenço não entendia a demissão como único caminho, apesar de ter realizado fortes cobranças ao longo do período — especialmente depois da derrota para o Botafogo, na estreia do Brasileirão. A postura dos jogadores nas partidas também foi alvo do empresário, que evitava culpar só a comissão técnica.
ge Cruzeiro: quem são os cotados para assumir o Cruzeiro?
A diretoria entendeu que houve evolução na reta final da fase classificatória do Mineiro. Boas atuações transformadas em vitórias consecutivas. O Brasileiro passava a ser obstáculo. O time perdeu para o Coritiba e empatou com os reservas do Corinthians. Ambos os jogos no Mineirão, com cobranças da torcida direcionadas a Tite.
Depois do jogo com o Alvinegro paulista, Pedro Lourenço teve reunião rápida com Tite, ainda no Mineirão, antes da coletiva. Apesar da cobrança externa, o empresário demonstrou apoio ao treinador, acreditando no título Mineiro e em retomada no Brasileiro, com sequência de jogos considerada acessível até o início e abril: Vasco, Athletico, Santos e Vitória.
A primeira parte foi cumprida. O Cruzeiro conquistou o Mineiro depois de sete anos, justamente na semana em que Jardim deixava de ser sombra para Tite em meio ao acerto com o Flamengo. Parecia o cenário perfeito para o treinador.
Tite é demitido do Cruzeiro
Gilson Lobo/AGIF
Mas durou pouco. Mesmo com apoio incondicional nos microfones, a atuação e a derrota contra o Flamengo mexeram muito com a diretoria. O apoio para retomada deu lugar ao abatimento, sentimento também compartilhado por parte do elenco. O treinador, inclusive, teve boa relação com os jogadores durante a passagem.
Por conta da situação, os últimos dias foram de conversas internas no sentido de interrupção do trabalho após o jogo contra o Vasco. O enredo da partida, que demonstrou um time pouco produtivo e frágil na defesa, contribuiu para a demissão nesse domingo.
A comunicação sobre a interrupção do trabalho foi feita por Pedro Junio (vice-presidente da SAF) e Bruno Spindel (diretor de futebol), ainda no vestiário. Por conta de compromissos particulares, Pedro Lourenço não esteve no Mineirão, mas conversou posteriormente com Tite.
O contrato com Tite — até dezembro de 2026 — previa pagamento de multa para rescisão antecipada. As partes mantêm sigilo sobre valor e forma de pagamento.
Assista: tudo sobre o Cruzeiro no ge, na Globo e no sportv
r
🎧 Ouça o podcast ge Cruzeiro 🎧 geRead More


