Botafogo: Eagle Holdings contesta nomeação de administradores judiciais em subsidiária
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A Eagle Football Holdings contestou a nomeação de administradores judiciais para a Eagle Bidco, subsidiária que controla os clubes da rede, como o Botafogo. A Ares, principal credora da empresa, exerceu mecanismos legais na Justiça inglesa que levaram à suspensão dos poderes de John Textor como diretor da Eagle Bidco. A Cork Gully foi nomeada como administradora.
Em nota, a Eagle Football Holdings definiu a decisão como “unilateral” e “predatória”. A empresa também argumentou que a Ares teria causado diversos eventos de inadimplência posteriormente criticados pela credora (leia a nota na íntegra ao fim da matéria).
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Textor, Botafogo
Vitor Silva / Botafogo
Apesar da objeção à nomeação da Cork Gully, a Eagle Football Holdings afirmou que “espera trabalhar com o administrador judicial para responsabilizar a Ares por suas ações e pelas claras violações da lei”, e que também espera retomar o controle da Eagle Bidco.
Na prática, a Cork Gully — firma especializada e licenciada para atuação em gestões de crise — não trabalha para a Ares, mas sim em nome do processo. O afastamento de Textor pode ou não ser definitivo, a depender da análise dos administradores judiciais sobre o papel do americano dentro da estrutura da Eagle Bidco.
A nomeação da Cork Gully remove especificamente a capacidade de John Textor e de todos os diretores de efetuar mudanças na governança, movimentar fundos ou bloquear ações dentro da holding. O americano continua como gestor da SAF do Botafogo, mas o controle da Eagle Bidco agora pertence 100% aos administradores judiciais.
Leia a nota da Eagle Football Holdings:
“Nós, da Eagle Football, estamos profundamente ofendidos pela decisão unilateral e predatória da Ares Capital Corporation de desmantelar um negócio multi-clubes financeiramente viável, que transformou com sucesso clubes insolventes em histórias de sucesso esportivo que, quando operados de forma colaborativa, apresentam fluxo de caixa positivo em 2026 e nos anos seguintes.
Hoje, a Ares argumentou que diversos eventos técnicos de inadimplência, que eles próprios causaram, levaram à sua decisão de assumir o controle, quando, na verdade, eles assumiram secretamente o controle do nosso clube francês, o Olympique Lyonnais, em junho de 2025, por meio da criação de um conselho paralelo, o que violou as leis francesas e britânicas.
Isso não foi apenas uma mudança não autorizada no controle de uma empresa de capital aberto, mas também foi ocultada tanto da Eagle Football quanto dos acionistas. A Ares claramente não está iniciando o processo administrativo com as mãos limpas.
Apesar de nossas objeções, a Eagle Football espera trabalhar com o administrador judicial para responsabilizar a Ares por suas ações e pelas claras violações da lei, pois certamente esperamos retomar o controle de nossos negócios.”
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