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Caso FMF: audiência de conciliação entre CBF, Justiça e MP será de forma remota na segunda-feira

Caso FMF: audiência de conciliação entre CBF, Justiça e MP será de forma remota na segunda-feira

A crise institucional na Federação Maranhense de Futebol (FMF) terá um novo capítulo na próxima segunda-feira (16). Uma audiência de conciliação, determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi agendada para as 9h e será realizada integralmente por videoconferência.
Susan Lucena é interventora na Federação Maranhense de Futebol
Reprodução / TV Mirante
O encontro virtual reunirá representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), o presidente afastado Antônio Américo e a atual interventora judicial, Susan Lucena. A audiência deve ser presidida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, origem das decisões judiciais após ações do MP.
O objetivo central da reunião é definir um cronograma seguro para encerrar a intervenção e devolver a normalidade administrativa à entidade.
O que for resolvido na audiência deve ser encaminhado ao STF para deliberação sobre a sequência do rito que deve culminar com as eleições.
CBF contesta gestão compartilhada
Embora tenha confirmado participação remota na audiência, a CBF já manifestou formalmente ser contrária à criação de uma gestão compartilhada na FMF. Atualmente, a Justiça autoriza a atuação simultânea da interventora judicial e de um representante indicado pela Confederação, modelo que a CBF considera inadequado para o funcionamento do futebol organizado. Este assunto levantado pela entidade deve ser debatido também na audiência.
A entidade argumenta que segue as normas internacionais da FIFA, que exigem autonomia das federações e proíbem interferência de pessoas ou instituições externas, incluindo o Estado. A CBF alerta que a manutenção de alguém de fora do sistema do futebol na administração pode acarretar punições severas, como a exclusão de clubes brasileiros de competições internacionais (Libertadores e Mundial) e suspensões à Seleção Brasileira.
Entenda o caso
A intervenção na FMF é fruto de uma Ação Civil Pública do Ministério Público, que apontou graves irregularidades na gestão de Antônio Américo, incluindo falta de transparência e suspeita de “confusão patrimonial” com o Instituto Maranhense de Futebol (IMF) para evitar bloqueios judiciais.
Em agosto, a Justiça determinou o afastamento cautelar de toda a diretoria e nomeou a advogada Susan Lucena como administradora provisória. Ao analisar o caso no STF, o ministro Flávio Dino manteve o afastamento dos dirigentes por identificar indícios de fraude, mas ordenou a audiência de segunda-feira para garantir que a intervenção seja a “menos invasiva possível” e respeite a autorregulação do esporte.
Durante a audiência, Susan Lucena deverá apresentar um relatório detalhado sobre o que foi levantado durante o período em que esteve à frente da federação.
Para evitar maiores problemas aos clubes maranhenses decorrentes da falta de acesso da FMF à CBF, a eleição para a definição da nova diretoria é o anseio de toda comunidade do futebol profissional do Maranhão.
No entanto, mesmo com intervenção, a FMF organizou torneios de base, a Série B do Campeonato Maranhense de 2025, e encerrou recentemente a Série A do Estadual de 2026. Deu início também ao congresos técnico para tratar da Série B de 2026. geRead More