Ceni vê Bahia melhor no Ba-Vi e avalia trocar cobrador após pênalti perdido por Willian José
Bahia 1 x 1 Vitoria | Melhores Momentos| 5ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia disputou o segundo clássico seguido, desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e ficou no empate por 1 a 1. O Tricolor teve pênalti perdido por Willian José, viu Ramon abrir o placar para o Vitória, e deixou tudo igual com Jean Lucas, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Rogério Ceni em entrevista coletiva
Letícia Martins/EC Bahia
Em entrevista coletiva após o Ba-Vi 507, o técnico Rogério Ceni lamentou o pênalti perdido por Willian José, que segundo ele fez o Tricolor demorar a entrar no jogo ao longo do primeiro tempo. O treinador também deu indícios de que pode trocar o batedor nas próximas partidas.
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– Eu acho que é um número grande de pênaltis perdidos. Se são quatro de dez eu não sei. Acho que ele até fez dois em rebotes. Acho que às vezes você tem que dar um tempo, claro. Colocar outro jogador para bater, vamos tentar preparar alguém, parar por um ou dois pênaltis – indicou Ceni.
– O atleta pode perder confiança na batida de pênalti. Ele já bateu pênaltis muito importantes para a gente e fez gols. Mas foi um detalhe muito importante, o Vitória teria que vir para frente, teríamos mais espaços. E perder o pênalti dá uma baixada, demora para voltar para o jogo. Temos Juba que bate bem, Everaldo quando está em campo. Nestor bateu bem os últimos. Vamos treinar também. Willian bate muito bem nos treinamentos, mas a confiança pode ter baixado um pouco – completou.
Willian José no Ba-Vi 507
Rafael Rodrigues/EC Bahia
O treinador também fez uma análise da partida e disse que o Bahia caiu no segundo tempo por causa do desgaste físico. Também lamentou o gol sofrido, o qual achou parecido com o do Ba-Vi da final do Baianão.
– Acho que nem fizemos um primeiro tempo tão bom. Os primeiros 15 minutos não tivemos muita produção. Depois disso, sim. Tivemos o pênalti, acho que sentimos não ter feito o pênalti. Depois comandamos o jogo, bola na trave, defesas do Arcanjo, passamos a ter o controle do jogo – disse Ceni.
– O gol sofrido muito parecido com o do jogo passado, bobeamos no rebote, erro de posicionamento. Tivemos oportunidade de matar o contra-ataque no campo de defesa, depois praticamente demos uma assistência para o gol. O primeiro tempo teve infiltração, troca de passes, controle, tudo que podia ser feito. No segundo tempo caímos de energia, não fomos tão brilhantes. Mas o jogo poderia ter sido decidido no primeiro tempo. O time cansou no fim do jogo. Hoje com menos peças para mudar, mas não posso reclamar da dedicação de todos. Jogamos melhor que o adversário, controlamos bem, mas não conseguimos o segundo gol para matar. O gol ainda é uma dificuldade para a gente – complementou o treinador do Bahia.
Depois do clássico em casa, o Bahia de Ceni vai ser visitante no próximo confronto do Brasileirão, válido pela sexta rodada. Neste domingo, o Tricolor visita o Internacional às 16h (de Brasília), no Beira-Rio.
Confira outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni
Desafio é fazer o time se manter bem o jogo todo?
– Pode ser que a gente consiga melhor condicionamento físico com mais espaçamento entre os jogos. Mas são equipes que chegam fechadas, jogam lá atrás da linha da bola, você precisa de refino técnico maior para construir jogadas. Muitas vezes a gente se afoba um pouco. Precisamos ter calma. No final tivemos pouca vantagem pelos lados. Também faltou Everton, faltou Caio, jogadores que poderiam somar mais na construção do jogo.
Time para o próximo jogo
– A gente espera ter Michel em melhores condições. Acredito que o David possa estar disponível, não sei ainda em que condição. E o Caio talvez tenha chance também. São três opções que já ajudam bem mais. O grupo é esse, as ausências fazem bastante falta, mas é esse o grupo para o jogo contra o Internacional.
Avaliação de Jean Lucas
– Ele tem a mesma liberdade de sempre. Quando não é o Erick, é o Nico que joga ali, muita força física. Antes era o Caio, que tinha uma qualidade maior. Chama atenção um volante fazer três gols em dois clássicos, isso condiciona a atuação do jogador. Ele demonstrou muita energia, tomara que volte a atuar em um ritmo cada vez maior. Dos nossos meio-campistas só sobrou ele hoje, Caio e Everton estavam fora. Acho que ele foi bem, e os gols potencializam as avaliações.
Acevedo como lateral
– Eu acho que ele foi bem nos dois jogos. Quando ele foi para o lado, foi bem nos dois jogos. Ele consegue vir para dentro, criar mais uma alternativa de jogo. Roman tem mais característica de passar perto da linha, mas nós temos dois pontas abertos e os que jogam pela direita gostam muito de ficar por aquele espaço. Vamos avaliar. Vamos avaliar. Acho que é possível que ele continue, vamos analisar para o próximo jogo, saber se vamos precisar dele como volante. Hoje Erick cansou, tive que tirar ele do jogo. Vamos analisar como joga o Inter. Não é impossível que ele jogue na função novamente.
Escalação sem Caio e Everton Ribeiro
– Não dá para simular o Everton e o Caio, mas temos tentado. Nestor tem boa qualidade técnica. Erick pode ser o primeiro volante, Juba ajuda, Willian flutua. A gente tem variações de acordo com os adversários. Acho que fizemos um bom jogo de construção no primeiro tempo. Erick e Nico sofrem um pouco mais para receber essa bola de costas, facilidade que o Caio tem. São características distintas. Erick faz mais infiltrações, Nico oferece mais marcação.
Mudanças no ataque e desempenho de quem entrou
– É injusto, vou ter que falar de um momento que não chegamos tanto no ataque. Sinto que Ademir perdeu um pouco a confiança, e é normal. Ele sentiu um pouco o que aconteceu na Libertadores. Precisamos passar confiança, é um jogador que já decidiu muito em nosso favor. Sanabria tem ganhado minutos, tem bom drible, um contra um. Está ganhando ritmo de jogo. Mas é injusto falar deles porque criamos menos no segundo tempo.
Everton Ribeiro
– Pode ficar mais dois ou três jogos fora. É um jogador diferente, nos ajuda muito na criação. É uma referência dentro de campo, mas temos que nos virar sem ele. Acho que fizemos um bom jogo em matéria de produtividade, mas o resultado não veio.
Luciano Juba selecionável
– Eu torço muito por ele. É merecedor. O menino do Monaco (Caio) machucou, né?! A gente torce muito por ele, acho que tem condições de jogar uma Copa do Mundo. Militão na direita, Juba por dentro. Tem um treinador muito mais capacitado que eu para fazer as escolhas, mas torço muito por ele. Que o Bahia possa ter um jogador na Copa do Mundo, seria especial.
Expectativa para o Campeonato
– Se você quiser pensar lá na frente tem que ser acima de 70%. Tem que fazer sete pontos de dez. Tem que fazer 11 pontos em 15. Se a gente quiser continuar nessa briga, só nos resta um resultado, temos que aumentar nossa pontuação. Esse ano parece que mudou um pouco, a gente não consegue fazer o dever de casa, mas vence fora. Uma equipe que quer ser campeã não pode perder os pontos que perdemos hoje. É muito legal saber que produzimos e tivemos chances de vencer o jogo, mas temos que concretizar isso. Espero que a gente consiga melhorar nosso aproveitamento, o campeonato é muito difícil. Hoje tivemos controle total do jogo, mas não conseguimos converter em gol. Duas bolas na trave. Estamos devendo mais gols. geRead More


