Cestinha brasileira, Damiris desabafa sobre ausência do país no Mundial: “Difícil descrever a dor”
China 83 x 71 Brasil | Melhores momentos | 5ª rodada | Pré-Mundial feminino de basquete
Uma das principais expoentes do basquete feminino brasileiro na atualidade, Damiris abriu o coração e deixou clara sua enorme frustração com o fato de a seleção feminina ter fracassado na tentativa de classificação para o Mundial pela terceira edição consecutiva.
A disputa acontecerá em setembro, na Alemanha, mais uma vez sem o Brasil, que não conseguiu ficar com uma das três vagas que cinco nações disputaram no Pré-Mundial, nesta semana, na China.
Com média de 22 pontos e sete rebotes nas cinco partidas em que atuou no torneio, a ala-pivô de 33 anos foi a cestinha da equipe treinada pela americana Pokey Chatman. As brasileiras ganharam do Sudão do Sul e de Mali, mas perderam para Bélgica, República Tcheca e China.
– É difícil descrever a dor física e emocional que estou sentindo. Voltamos para casa sem a classificação para a Copa do Mundo. Entreguei tudo o que eu tinha em quadra, mas não foi o suficiente. Dói, e só quem dedica a vida ao esporte entende o tamanho dessa frustração – escreveu Damiris em uma rede social.
Damiris Dantas em ação no Pré-Mundial de basquete
FIBA
Atleta da equipe nacional desde as categorias de base, a paulista de Ferraz de Vasconcellos é um exemplo de como a deficitária formação de jogadoras pode ajudar a explicar o momento ruim vivido pelo basquete feminino brasileiro. A seleção viveu momentos gloriosos em décadas passadas, com o histórico título mundial de 1994, o vice-campeonato olímpico em Atlanta 1996 e a medalha de bronze olímpica em Sydney 2000, dentre outras conquistas relevantes.
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No Mundial Sub-21 de 2011, Damiris foi eleita a MVP, Jogadora Mais Valiosa, quando o Brasil subiu ao pódio com o bronze. Desde então, a seleção jamais conquistou nenhum grande resultado na importante competição que norteia o futuro dos países na modalidade. Foi a 16ª colocada (entre 16), em 2021, além de ser 14ª, em 2023 e em 2025.
– Essa eliminação traz camadas profundas para reflexão. A quadra é reflexo direto da realidade do nosso basquete feminino. Diante da ausência de um projeto sólido de formação e de investimento contínuo, nosso esporte apenas resiste, e nossas meninas seguem correndo sozinhas por oportunidades. Não dá para exigir resultados incríveis sem uma base forte – comentou ela.
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Jogadora do Indiana Fever, da WNBA, a liga americana feminina de basquete, Damiris finalizou o desabafo pedindo que olhem pelo esporte da bola ao cesto praticado por mulheres no Brasil. Segundo ela, é fundamental uma melhor estrutura para que a seleção saia do buraco e reencontre as glórias do passado:
– Devo minha vida ao basquete brasileiro e, por amor a ele e às próximas gerações, uso a minha voz e visibilidade. Nossa luta não é só por uma vaga no Mundial, é por respeito, cuidado e estrutura de verdade. Que a frustração de hoje sirva de alerta para construirmos um futuro melhor para as meninas que sonham em vestir a camisa do Brasil. Seguimos juntas. geRead More


