Chefe da OMS diz que médicos e enfermeiros morreram em ataque a centro de saúde no Líbano
Coluna de fumaça cobre o horizonte da cidade após relatos de ataques israelenses nos subúrbios do sul de Beirute , em decorrência da escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, Líbano, 13 de março de 2026.
REUTERS/Amr Abdallah Dalsh TPX IMAGES OF THE DAY
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou neste sábado (14) que a entidade confirmou a morte de 12 médicos, paramédicos e enfermeiros em um ataque ao centro de saúde primária de Bourj Qalaouiyeh, no Líbano, na noite de sexta-feira.
Tedros Adhanom Ghebreyesus acrescentou, em uma publicação no X, que dois paramédicos já haviam sido mortos em outro ataque a uma unidade de saúde em Al Sowana, no sul do Líbano.
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“As mortes, nas últimas 24 horas, de 14 profissionais de saúde no sul do Líbano marcam um desenvolvimento trágico na escalada da crise no Oriente Médio”, afirmou o chefe da OMS.
Israel lançou uma ampla campanha de bombardeios contra o Hezbollah no Líbano, que já matou mais de 770 pessoas e deslocou centenas de milhares. Em resposta, o grupo disparou centenas de foguetes através da fronteira.
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Impactos do conflito
O Líbano anunciou na sexta-feira (13) que o número de mortos por conta dos ataques de Israel contra o Hezbollah durante a guerra no Oriente Médio chegou a 773. Dessas, mais de 100 seriam crianças. Ainda segundo o governo, 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas.
Na quarta (11), a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados que registraram seus nomes em um site vinculado ao ministério chegou a aproximadamente 816 mil, incluindo cerca de 126 mil que estão alojados em abrigos coletivos.
Israel e Hezbollah trocam ataques desde os primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e o Irã. O grupo libanês é aliado do regime iraniano. Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute.
O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês. A escalada das ameaças ocorre também em meio a um aumento dos bombardeios de ambos os lados.
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS em visita ao Brasil
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