China anuncia meta de crescimento entre 4,5% a 5%, a menor em décadas
Bandeira da China.
Maxim Shemetov/Reuters
A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano — a mais baixa em décadas —, vista como peça central da estratégia para enfrentar a fraqueza do consumo interno e a crise no mercado imobiliário.
Pequim também aproveitou a tradicional reunião política anual, conhecida como “Duas Sessões”, para anunciar um aumento de 7% no orçamento de defesa, o segundo maior do mundo.
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A medida busca contrabalançar a influência militar dos Estados Unidos e reforçar as reivindicações territoriais da China sobre Taiwan e o Mar do Sul da China.
Com isso, o país deve destinar 1,9 trilhão de yuans (US$ 276,8 bilhões, ou cerca de R$ 1,4 trilhão) às forças armadas. Ainda assim, o valor equivale a aproximadamente um terço do orçamento militar dos EUA.
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🔎 A China é a segunda maior economia do mundo e responde por cerca de um terço do crescimento global. Apesar das exportações fortes, o país enfrenta problemas estruturais e pressões comerciais dos EUA.
“As conquistas do ano passado foram muito difíceis de alcançar”, afirmou o primeiro-ministro Li Qiang ao abrir, na manhã de quinta-feira (5), a sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o parlamento chinês.
“Raramente enfrentamos um cenário tão complexo, em que desafios externos se somaram a dificuldades internas e exigiram decisões políticas difíceis”, acrescentou.
Segundo análise da AFP, a meta de crescimento anunciada é a mais baixa desde 1991. A única exceção foi 2020, quando Pequim deixou de fixar um objetivo oficial por causa do impacto da pandemia de Covid-19 na economia.
Metas para o desenvolvimento
Milhares de parlamentares e líderes de todo o país se reuniram no Grande Salão do Povo, em Pequim, para o encontro, organizado com rigor e acompanhado de perto pelo presidente Xi Jinping.
Durante a reunião, serão aprovados projetos de lei e reformas que, em grande parte, já foram definidos pela liderança do Partido Comunista Chinês (PCC). Para analistas, o evento funciona sobretudo como a formalização de decisões políticas já tomadas.
O governo chinês defende que o modelo de crescimento do país precisa se afastar dos motores tradicionais, como exportações e indústria, e passar a depender mais do consumo interno.
Entre as metas econômicas para 2026 estão uma inflação ao consumidor em torno de 2% e o aumento da renda da população em ritmo semelhante ao do crescimento da economia, segundo relatório apresentado por Li.
A economia chinesa vem desacelerando gradualmente nos últimos anos, à medida que o país se consolida como uma das principais potências econômicas.
Mesmo assim, o forte desempenho das exportações ajudou o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 5% em 2025. O país também registrou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,2 trilhões), apesar de meses de tensões com os EUA.
Durante as “Duas Sessões”, Pequim também deve apresentar o 15º Plano Quinquenal, que vai definir as diretrizes de desenvolvimento até 2030.
O plano deve priorizar avanços tecnológicos em áreas como inteligência artificial, setores de alta tecnologia e segurança energética e de recursos naturais.g1 > Mundo Read More


