COB lança mentoria para alavancar número de mulheres na liderança de confederações e entidades
Inspirado na NFL, flag football ganha adeptos no Brasil
O Brasil tem 38 confederações esportivas filiadas ao Comitê Olímpico do Brasil e entre elas, apenas três mulheres na presidência: Cristiane Kajiwara (CBFa), Patrícia Boos (CBHG) e Roberta Moretti Avery (CBC). Além disso, 51% dessas organizações possuem 30% de mulheres nas respectivas estruturas.
+ Brasil perde para a China e fica fora do Mundial feminino de basquete pela 3ª edição seguida
+ Duda e Ana Patrícia conquistam a prata na etapa João Pessoa do Circuito Mundial de vôlei de praia
+ Ana Sátila conquista dois ouros em competição internacional no dia de seu aniversário
No III Fórum Mulher no Esporte, a vice-presidente do COB Yane Marques anunciou que a entidade pretende mudar esse cenário. Após o sucesso do Mira Treinadoras, o programa de mentoria individualizada para reflexão e ação, o COB lançou o Mira Gestoras com o intuito de alavancar o número de mulheres em postos de liderança no mundo do esporte brasileiro.
—É uma realidade que nos provoca buscar caminhos para mudar, transformar. Nada vai acontecer se não dermos a oportunidade de capacitação para estarmos prontas para isso. Estou super entusiasmada com o Mira Gestoras. O Mira Treinadoras é um projeto que me encantou desde o começo e que teve um impacto rápido, efetivo e funcional. O Mira Gestora vai ser da mesma forma, porque a partir do momento que a gente provoca as confederações e entidades a terem esse acréscimo no seu quadro de mulheres colaborando, a gente dá munição, condição — disse Yane Marques.
Yane Marques, vice-presidente do COB, durante o III Fórum Mulher no Esporte
Juliana Ávila/COB
Ainda em construção e consolidação, o Mira Gestoras deve estrear com cerca de 13 mulheres. Segundo Yane Marques, esse será apenas o início, porque a ideia é aumentar o número de participantes a cada ano e, então, incentivar as profissionais assim como aconteceu no Mira Treinadoras que já tem mais de 20 integrantes ao ano.
— Quero começar de onde eu estou aqui, mostrar que isso (ter mulheres na liderança) acontece. Não é só porque talvez essa barreira seja tão imposta ali, mas porque a gente tem que se encorajar também. Esse desafio que eu vivo é grande, exige muito de mim. Estou disposta demais a passar os quatro anos da gestão, e olhar para trás e dizer, puxa, foi muito esforço, foi muita dedicação, mas olha quanta coisa aconteceu. Nós, mulheres, estamos nessa luta de identificar, corrigir e dar a oportunidade de fazer com que as coisas aconteçam — reforçou a vice-presidente do COB.
Maria Luciene Resende, presidente de honra da CBG, é homenageada pelo COB
Wagner Araújo/COB
Além de abordar as políticas de equidade e inclusão da mulher nas organizações esportivas, o Fórum também destacou a linha de cuidado com a mulher atleta, retratando os períodos de gestação, pós-parto e retorno ao alto rendimento.
Na discussão sobre a importância de um suporte adequado, políticas de proteção e respeito aos direitos e protagonismo das atletas estiveram presentes Ana Carolina Corte, chefe-médica do COB, Rosangela Faroni, ginecologista do esporte, o técnico José Roberto Guimarães e Lais Nunes, atleta olímpica wrestling.
Ana Carolina Corte, chefe-médica do COB, Rosangela Faroni, ginecologista do esporte, José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei, Lais Nunes, atleta de wrestling
Juliana Ávila/COB
Prêmio Melânia Luz
A terceira edição do Fórum Mulher no Esporte foi encerrado com o Prêmio Melânia Luz, concedido às mulheres que fazem a diferença no esporte nacional, representando os valores fundamentais do Movimento Olímpico. A homenageada foi Maria Luciene Resende, presidente de honra da Confederação Brasileira de Ginástica. geRead More


